O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT/MS), anunciou neste sábado (16) que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva virá a Mato Grosso do Sul nos próximos meses para tratar de política. “No ano que vem teremos uma eleição estratégica, importantíssima. Temos que nos organizar nos municípios para que a gente mantenha os atuais prefeitos e cresça, elegendo mais prefeitos e vereadores”, disse.
O senador disse que as articulações, em Brasília, sinalizam que a presidente Dilma vai cuidar do governo “e o Lula vai cuidar do partido”. Delcidio afirmou que o ex-presidente vai percorrer o país e Mato Grosso do Sul será um dos primeiros estados que deverá visitar, “para conversar com as nossas lideranças e preparar o embate de 2016”, revelou o senador, durante encontro promovido em Campo Grande, pela Executiva Regional do PT, na sede da Fetems, onde militantes, dirigentes e parlamentares definiram estratégias que serão levadas ao encontro nacional do partido, marcado para junho, em Salvador/BA.
Sobre as críticas que setores do partido têm feito ao pacote fiscal que tramita no Congresso Nacional, Delcidio diz que é preciso “diferenciar partido e governo”, e compreender essa diferença. “Alguns parlamentares do PT criticam as propostas da equipe econômica, mas na verdade as Medidas Provisórias 665 e a 664 não têm nada de arrocho. Erramos foi na forma de comunicá-las à sociedade. Na verdade, elas corrigem distorções que impactam negativamente na economia do país e por isso precisam ser aprovadas. O Senado deve aprovar a MP 665 até quinta-feira e a 664 na outra semana”, previu.
O senador disse que o país enfrenta dias difíceis em 2015, mas os sacrifícios feitos agora vão permitir a retomada do desenvolvimento. “A presidente Dilma deve anunciar na próxima semana cortes no Orçamento Geral da União. Eu fui relator do OGU e sei que não é fácil mexer nele. Naquela ocasião tivemos que cortar R$ 14 bilhões do orçamento, numa operação extremamente complicada. Imagina agora, quando existe a expectativa de um corte entre R$ 70 e R$ 80 bilhões? Por isso, prevejo meses muito difíceis pela frente. Temos que manter a base unida, preservar as conquistas sociais dos 12 anos de governo do PT [8 do ex-presidente Lula e 4 da Dilma], porque é melhor fazer os cortes todos agora, de uma vez só, para equilibrar as contas públicas e fazer o Brasil voltar a crescer de maneira sustentável”, afirmou.