Há um ano, em entrevista ao Douranews, o ex-prefeito Laerte Tetila, do PT, que administrou a cidade por oito anos, disse que o País estava caminhando para um ‘apagão administrativo’, onde, segundo ele, “daqui a pouco ninguém mais vai querer ser prefeito nas cidades, porque com essa legislação, onde o prefeito é o ordenador das despesas, infelizmente nós [referindo-se aos oito anos em que administrou Dourados] acabamos pagando pelos erros de outros”.
Depois da Prefeitura, Tetila foi eleito e reeleito deputado estadual e, nas eleições de 2014, embora bem votado, não conseguiu se manter na Assembleia Legislativa.
Um ano depois, de acordo com as notícias estampadas pelo Estado afora, vê-se que, ao contrário do que afirmou o ex-prefeito [hoje, ele próprio, um dos também cotados para o cargo], proliferam nomes de pretensos candidatos à sucessão do prefeito Murilo Zauith (PSB), há um ano de despedir-se do mandato que começou provisório [foi eleito por dois anos, em 2011, para contornar grave crise política que se abateu no meio] e que vai concluir com duração de seis anos [reeleito em 2012, vai cumprir a função até dezembro de 2016], apontado como o engenheiro-empresário que recolocou a cidade no rumo.
A afirmação, em tom de desabafo, feita pelo ex-prefeito Laerte Tetila, cobrando do Congresso Nacional uma mudança, principalmente da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), criada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que hoje serve de parâmetro para ‘segurar’ excessos de administradores públicos, encontra a resposta no sentido contrário em um breve resumo de dez linhas, no cantinho superior de uma coluna política publicada no jornal Midiamax, de Campo Grande, pelo jornalista Fernando Soares:

Por conta disso, talvez, é que se contam aos montes o rol de interessados em ocupar a vaga de Murilo, mesmo diante da situação de pré-falência das instituições públicas e, mais ainda, da crise que se abateu sobre a grande maioria dos municípios.
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