Em clima de especulações, a queda definitiva da presidente Dilma Rousseff, assim que o Senado deliberar sobre o processo de impeachment já aprovado pelos deputados, pode provocar reviravolta no processo eleitoral em vários estados e municípios brasileiros, por conta da ascensão, mesmo que indiretamente, do PMDB ao Governo, através do vice-presidente Michel Temer.
A coluna Amplavisão, do jornalista Manoel Afonso, mostra nesta sexta-feira (22), por exemplo, que na composição do futuro Governo Temer há espaços para que o senador Waldemir Moka (PMDB) de Mato Grosso do Sul seja assentado como Ministro da Agricultura, possibilidade já cogitada, inclusive, no Governo Dilma, quando Michel Temer ainda mantinha ‘convivência pacífica’ com a presidente.
A ida de Moka para o Ministério levaria a suplente, hoje deputada Antonieta Amorim, a assumir a vaga do Senado, possibilitando que a suplente de deputada Délia Razuk, de Dourados, venha a assumir vaga na Assembleia Legislativa, desistindo, assim, de concorrer à prefeitura douradense. Por conta dessa articulação, o PMDB teria candidato em Dourados para a disputa de prefeito, onde hoje o favorito é o novo tucano Geraldo Resende.
O deputado Renato Câmara estaria disposto, segundo escreve Manoel Afonso, a “peitar” a eleição em Dourados, município onde obteve 4.487 votos do total de 36.903 votos que o fizeram o quarto mais votado na primeira eleição que disputou para a Assembleia, em 2014. “Articulado e abençoado pela cúpula do PMDB, Renato tem pronto o discurso da renovação contra o tucano Geraldo Resende e outros. Muito interessante”, observa o colunista.