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Crivella (PRB) e Freixo (PSOL) vão ao 2º turno para a Prefeitura do Rio

02 de outubro 2016 - 23h31 Por Redação Douranews
Crivella (PRB) e Freixo (PSOL) vão ao 2º turno para a Prefeitura do Rio

O senador Marcelo Crivella (PRB), 58, e o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), 49, vão se enfrentar no segundo turno das eleições para a Prefeitura do Rio de Janeiro. Os dois foram os mais votados no pleito deste domingo (2), confirmando o cenário apontado nas primeiras pesquisas de intenção de voto divulgadas no período eleitoral. Crivella terminou o primeiro turno com 27,8% dos votos válidos, seguido por Freixo, que obteve 18,37%.

Nas últimas sondagens, Freixo aparecia tecnicamente empatado com outros cinco candidatos, considerando-se as margens de erro.

No sábado (1º), pesquisas do Ibope e do Datafolha colocavam Freixo com 14% e 16% dos votos válidos, respectivamente, e seu principal adversário, Pedro Paulo Carvalho (PMDB), com 11% e 12%. Na acirrada disputa pelo segundo lugar, as amostras já indicavam tendência de crescimento do candidato do PSOL. O resultado acabou se confirmando nas urnas.

Carioca, Crivella se tornou conhecido por sua atuação na Igreja Universal do Reino de Deus fundada por seu tio, o bispo Edir Macedo e como cantor gospel. Engenheiro, professor universitário e escritor, viveu quase uma década na África como missionário, nos anos 1990, e, ao voltar ao Brasil, desenvolveu um projeto beneficente no sertão da Bahia.

Casado há 36 anos e pai de três filhos, entrou na política em 2002, já como candidato ao Senado pelo Rio, para o qual se elegeu com mais de 3,2 milhões de votos. Em 2010, foi reeleito para o mandato, que chega ao fim em 2018.

Sua carreira, no entanto, foi marcada por quatro derrotas em pleitos para o Executivo à prefeitura, em 2004 e 2008, e ao Governo do Estado, em 2006 e 2014. A ligação com a Universal foi alvo de frequentes ataques durante as campanhas, nas quais enfrentou alto índice de rejeição.

Entre 2012 e 2014, foi ministro da Pesca da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Em maio deste ano, entretanto, votou pela admissibilidade do processo de impeachment contra ela no Senado.

Freixo nasceu em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Enquanto cursava história, aos 21 anos, começou a dar aulas em presídios como voluntário, e se engajou na defesa dos direitos humanos, atuando também na direção de sindicatos e conselhos.

Foi filiado ao PT por duas décadas, mas deixou o partido em 2005 para ingressar no recém-criado PSOL. No ano seguinte, foi eleito para um mandato na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) pela primeira vez, reelegendo-se nas duas eleições seguintes. Na última, em 2014, foi o deputado estadual mais votado do país, com 350 mil votos.

Como parlamentar, esteve no comando da CPI das Milícias, em 2008, que resultou no pedido de indiciamento de 226 pessoas. A sua atuação lhe rendeu ameaças de morte e a história inspirou o filme "Tropa de Elite 2". Em 2011, passou um período na Espanha por conta de ameaças, a convite da Anistia Internacional. Seu irmão, Renato, foi assassinado a tiros por milicianos em 2006.

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