A coligação de Doria, a "Acelera SP", é a maior da eleição paulistana, com 13 partidos — Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo
João Doria Júnior (PSDB), um novato em eleições, foi eleito no primeiro turno prefeito de São Paulo, maior cidade do país, neste domingo (2). Com isso, pela segunda vez, o PSDB comandará a Prefeitura paulistana, dez anos após José Serra abandonar o cargo, antes da metade do mandato, para disputar a eleição para governador.
O tucano é o primeiro a vencer a corrida paulistana sem disputar o segundo turno desde a redemocratização.
Empresário e apresentador de programa de TV, Doria estreou em uma eleição contando com o apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB), e acabou tendo uma ascensão surpreendente nas pesquisas de intenção de voto a partir de setembro.
Poucos minutos antes da confirmação da vitória, Doria disse que tinha recebido um telefonema do atual prefeito, Fernando Haddad (PT), para parabeniza-lo e declarou que vai fazer uma gestão para todos os paulistanos e não direcionada apenas àqueles que nele votaram.
"Queria agradecer aos que me delegaram, e também àqueles que não me delegaram. Vou governar para todos", afirmou.
"São Paulo não é dos paulistas, é de todos os brasileiros." Ele se comprometeu a "trabalhar muito" para devolver um papel de protagonismo à cidade: "Não estou fazendo crítica a ninguém. Vamos recolocar São Paulo no lugar que ela merece."
Doria prometeu ainda uma atitude "republicana" na sua relação com a Câmara Municipal.
"Sempre acreditei, com muita humildade. Nunca desrespeitei os candidatos. Minha vida toda foi construída assim. Comecei do zero a campanha, comecei com 3 pontos [nas pesquisas]. É agora muita responsabilidade, e quero agradecer aos que me delegaram esse voto de confiança.
Na véspera da votação do 1º turno, as últimas pesquisas Ibope e Datafolha de intenções de voto para prefeitura de São Paulo mostravam que Doria disparava na liderança e que a segunda vaga no 2º turno poderia ser disputada por três candidatos: Haddad, Celso Russomanno (PRB) e Marta Suplicy (PMDB). No Datafolha, Doria tinha 44% das intenções de votos válidos; no Ibope, aparecia com 35%. Os votos válidos excluem os brancos e nulos, além dos entrevistados que não souberam ou não responderam.