Foram 24 políticos e empresários acusados dos crimes de corrupção passiva, ativa e associação criminosa — Divulgação
Os ex-vereadores de Campo Grande, denunciados pela Procuradoria-Geral de Justiça na Operação Coffee Break, sentiram-se mais aliviados com a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de arquivar investigações contra o deputado federal Elizeu Dionizio (PSDB) no mesmo caso. Um dos ex-vereadores teria ouvido de amigo que Janot deu risada quando analisou o relatório encaminhado pela Procuradoria-Geral de Justiça e avaliou se tratar de peça preparada por estagiário devido à falta de fundamentação para incriminar o parlamentar.
Para os ex-vereadores, se Janot pensa assim em relação a Elizeu Dionizio, só reforça a inocência dos 24 políticos e empresários acusados dos crimes de corrupção passiva, ativa e associação criminosa.
Na época da cassação do mandato do então prefeito Alcides Bernal (PP), Dionizio era vereador e responsável pelo relatório da CPI do Calote que originou a abertura de uma Comissão Processante para avaliar atos de improbidade administrativa do progressista. Para o ex-vereador Edil Albuquerque (PTB), o fato de o relator ter assumido a vaga de suplência deu a ele o foro privilegiado e o julgamento de Janot.