Ataque à sede da Prossegur na Ciudad del Este no Paraguai mostra poderio de grupos organizados do crime — Divulgação
Os recentes assaltos no Paraguai e Bolívia, e que estão sendo atribuídos à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), colocaram à mostra a vulnerabilidade da segurança nas fronteiras ao avanço do grupo. Não existem ações praticas de prevenção, muito menos as repressivas. A estrutura policial no Brasil, Bolívia e Paraguai não são suficientes diante do poderio de fogo das facções criminosas.
Desde o dia 20 de fevereiro, forças policiais do Mercosul vem sofrendo com ataques promovidos pelo crime organizado, que já resultaram em mais de 30 milhões de dólares em prejuízo a instituições financeiras que operam no âmbito desses três países. Esses roubos expõem a incapacidade do Estado em conter o crescimento das facções, na disputa pelo controle do tráfico de armas e drogas.
O poder de fogo demonstrando pelos assaltantes em Ciudad del Este, Paraguai, no ataque à sede da Prosegur, para o roubo de R$ 120 milhões, evidencia o risco que Mato Grosso do Sul corre de sofrer uma ação semelhante ou dar refúgio aos bandidos, adverte reportagem publicada na edição desta quarta-feira (26) pelo jornal Correio do Estado.
No Paraguai, aproximadamente 50 indivíduos ligados ao Primeiro Comando da Capital mataram um vigilante e tomaram milhões de dólares da Prosegur, em um crime cinematográfico. O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, admite que o efetivo policial, principalmente nas cidades do interior, teria dificuldades em enfrentar de imediato grupos fortemente armados, como o que agiu em Ciudad del Este. Há tempos ele vem pedindo a ação mais efetiva da União em ampliar a atenção com os estados que fazem limites com esses países, e Mato Grosso do Sul agora está no centro da questão.