Exército monta acampamento na frente do PED durante operação conjunta com as Polícias do Estado — Osvaldo Duarte
Cerca de 550 pessoas, entre militares do Exército, policiais militares, civis, rodoviários federais, agentes penitenciários e do Corpo de Bombeiros, participam na manhã desta quarta-feira (17) de uma varredura na PED (Penitenciária Estadual de Dourados). O intuito do operação é a retirada de objetivo ilegais do interior das celas, como armas, drogas, aparelhos de telefone celular, entre outros.
De acordo com informações, acontece simultaneamente, na área do CPA1 (Comando de Policiamento de Área), a Operação Portas Fechadas, com blitz e bloqueios na região. Agentes administrativos participam da operação, comandada pelo coronel da Policia Militar Givaldo Mendes de Oliveira, que está prevista para acabar no fim da tarde.
A operação realizada no presidio de Dourados é uma das etapas preventivas feita pelo Governo do Estado, através da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), em parceria com o Exército Brasileiro, para garantir a segurança nos estabelecimentos penais de Mato Grosso do Sul.
O número de presos considerados de altíssima periculosidade e que supostamente têm vínculos com o PCC (Primeiro Comando da Capital), já é o total da capacidade do Presídio Estadual de Dourados.
Com base no relatório do Coised (o Conselho Institucional de Segurança Pública de Dourados), enquanto a capacidade máxima de presos é de 718, a Penitenciária Estadual de Dourados têm mais de 730 detentos considerados de alta periculosidade e vinculados a facções criminosas. No total, o presídio concentra hoje cerca de 2.500 detentos. Levando em consideração o número de habitantes do município de Dourados, aproximadamente 218 mil, pode-se dizer que é a maior superlotação do Estado.
Está prevista para as 17 horas uma Coletiva de imprensa, onde será apresentado o balanço da operação, pelo secretário estadual de Justiça e Seguraça Pública, José Carlos Barbosinha e o comandante da Brigada Guaicurus, Lourenço Willian da Silva Ribeiro Pinho.