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Em três dias choveu 368 milímetros em Porto Murtinho, desalojando mais de 100 pessoas

27 de dezembro 2017 - 11h40 Por Max Rocha/Douranews
Em três dias choveu 368 milímetros em Porto Murtinho, desalojando mais de 100 pessoas Um dos bairros mais atingidos, o Cohab está embaixo d’água e muitas famílias ficaram desabrigadas — Toninho Ruiz

Ao menos 100 pessoas estão desabrigadas, dessas, 70 foram levadas ao abrigo municipal de Porto Murtinho, região sudoeste de Mato Grosso do Sul, após as inundações causadas pelas fortes chuvas que ocorreram no município nos últimos dias.

Em 24 horas, entre segunda-feira e terça-feira, foram registrados 124 milímetros. Até agora, aproximadamente 80 residências foram afetadas pela cheia do Rio Paraguai e 100 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas – algumas foram para casas de parentes e conhecidos. A Marinha do Brasil informou que o Rio Paraguai atingiu 4,62 metros ontem (26), ou seja, está 1,08 metro acima do nível normal.

A chefe da assistência social do município, Aline Costa, disse que as famílias afetadas foram abrigadas no prédio do Centro de Múltiplas Atividades de Porto Murtinho e precisam de doações, pois muitas perderam quase tudo. “Estamos pedindo roupas, cobertores, alimentos”, ressaltou.

Desde domingo, dia 24 de dezembro, as equipes da assistência social e da Defesa Civil do município tentam convencer as pessoas que moram em locais de risco a saírem de suas residências. “Começou a chover no dia 24. Algumas só aceitam sair quando estão vendo a água entrar em casa e não é aconselhável esperar até esse ponto. Os bombeiros e Exército estão nos ajudando com botes”, completou.

Em três dias, foram registrados 368 milímetros de chuva na cidade e o sistema de escoamento de águas pluviais não suportou o volume de tanta água e com isso parte do bairro Cohab e outro bairros mais baixo foram afetado, obrigando as pessoas a abandonarem seus lares.

Vale ressaltar que a Casa de Bombas - sistema utilizado para retirar as águas da cidade e encaminha-la para o rio Paraguai - está com as comportas abertas, tendo em vista que o nível do rio está mais baixo que o da cidade.

Um dos principais problemas, segundo o jornalista Toninho Ruiz, morador da região, é e falta de limpeza dos canais que está tomada pela vegetação, represando a água das chuvas.

(Com informações Toninho Ruiz)