Mas a queda das barreiras de acesso para os criadores de jogos significa que a concorrência é intensa e que os interessados em ingressar no mercado não deveriam se apoiar no sucesso conquistado por jogos como o Angry Birds, disseram executivos do setor esta semana.
"A situação está feia," disse Alexandre de Rochefort, vice-presidente financeiro da Gameloft, uma produtora de jogos para celulares, durante o Reuters Global Technology Summit, em Paris.
"O mercado de smartphones não é uma mina de ouro para os criadores de jogos. É mais parecido com jogar na loteria," acrescentou.
Desenvolver e distribuir jogos se tornou fácil, graças a empresas como a Amazon.com, que estão alugando a capacidade de computação necessária para testar jogos, e a plataformas como o Facebook e a App Store, da Apple, que permitem atingir audiências imensas com facilidade.
Segundo o grupo britânico de pesquisa de mídia Screen Digest, o segmento, excluindo a publicidade online, cresceu de 2,2 bilhões de dólares em 2007 --ano anterior à abertura da App Store-- para 3,7 bilhões de dólares em 2010, e atingirá 7,8 bilhões em 2014.
A App Store oferece 350 mil aplicativos, sendo a maioria jogos.