Em reunião nesta terça-feira, o conselho votou de forma unânime contra a operação, apoiada pelo empresário Abilio Diniz, que não participou da votação.
O conselho do Casino, grupo que divide o controle do Pão de Açúcar com Diniz, também considerou que a estimativa de sinergias provenientes da fusão foram "fortemente superestimadas", com riscos de execução significativos.
"Ao final da reunião, o conselho concluiu unanimemente, com exceção do sr. Diniz, que a transação é contrária aos interesses do Pão de Açúcar, assim como de todos acionistas da empresa e do Casino", afirmou o grupo francês em comunicado.
"O conselho também reafirmou seu compromisso estratégico com o Brasil... e com o Pão de Açúcar", acrescentou.
Diniz, por sua vez, manteve o apoio à transação proposta, segundo o Casino.
Na véspera, uma fonte do governo afirmou à Reuters que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá retirar seu apoio à união entre as empresas, o que levava as ações do Carrefour a operar em queda de mais de 3 por cento nesta terça-feira. O BNDES não comentou o assunto.
Às 10h47 (horário de Brasília), as ações papéis da maior varejista francesa caíam 3,2 por cento, enquanto os do Casino tinham ligeira queda de 0,35 por cento.
No Brasil, as ações do Pão de Açúcar também registravam desvalorização, de 0,98 por cento, após recuarem 2,7 por cento no início das negociações.