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Usinas mostram estudos para produzir 1000MW/ano de bioeletricidade

25 de julho 2011 - 20h47 Por Redação Douranews, com Assessoria
Usinas mostram estudos para produzir 1000MW/ano de bioeletricidade

Estudo elaborado pelo Comitê de Bioeletricidade do Ceise Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis) entregue hoje (25) ao secretário de Energia do Governo de São Paulo, José Anibal, mostra que das 438 usinas sucroenergéticas brasileiras, pouco mais de 100 fornecem eletricidade para o sistema elétrico. Há, entretanto, potencial de inserção anual de pelo menos 1.000 MW/ano, o que representaria 10.000 MW de potência instalada na matriz energética do país em 2015, contra os atuais 6.000 MW.

O estudo também foi entregue ao ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, na quinta-feira, 21 de julho, pelo presidente da Única (União da Indústria da Cana-de-açúcar), Marcos Jank

Durante encontro com o secretário José Anibal, o presidente do Ceise Br Adézio Marques agradeceu, em nome da cadeia produtiva sucroenergética, pela iniciativa do Governo paulista em desonerar o ICMS para novos projetos de cogeração de energia elétrica a partir do bagaço e palha da cana. O secretário confirmou que o Estado planeja estimular o setor para que o volume de bioeletricidade alcance cinco mil MW até 2014, contra os atuais 2.000MW produzidos por 54 usinas.

Desafios

No estudo feito pelo Centro Industrial, são apresentadas quatro propostas básicas para que a bioeletricidade possa ser viabilizada de fato e de direito e ocupe lugar de destaque na matriz energética nacional:

- Adoção de medidas direcionadas a reduzir o custo do capital e da carga tributária na implementação dos projetos de retrofit e também de uso da palha/vinhaça que requerem significativos investimentos em caldeiras, turbogeradores, equipamentos mais eficientes de processo, equipamentos de recuperação e processamento da palha e conexão ao sistema elétrico.

- Medidas de incentivo ao uso da palha/vinhaça, através do reconhecimento nos modelos de preço no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) do custo adicional da energia gerada com estas biomassas, quando comparada à energia gerada com bagaço.

- Direcionamento de metodologia de cálculo de preços em leilões e regulamentações que promovam uma maior utilização da bioeletricidade, favorecendo sua utilização frente às energias fósseis, ou mesmo energia hidráulica com grandes áreas inundadas, favorecendo também a implantação da geração distribuída e próxima às regiões de consumo.

- Prover recursos aos centros de tecnologia, fabricantes e universidades para o desenvolvimento, construção e teste de equipamentos voltados ao recolhimento e processamento da palha e da utilização da vinhaça.

O estudo também propõe ações para superar os desafios e atingir o índice de inserção anual de novos 1.000MW/ano de bioeletricidade à matriz energética brasileira, como: estímulo à comercialização da bioeletricidade; mitigar a barreira do custo de conexão à rede de energia para as usinas existentes e promover o planejamento da conexão à rede de energia para as novas usinas; promoção de ajustes tributários para a bioeletricidade; prover linhas de financiamento oficiais para a bioeletricidade e estimular a inovação e o desenvolvimento tecnológico.

 

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