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MS incentiva produtores do setor sucroenergético em Dourados

09 de novembro 2011 - 12h29 Por Redação Douranews, com Assessoria
MS incentiva produtores do setor sucroenergético em Dourados
Ao participar ontem (8) da quinta edição do Congresso da Cana que acontece em Dourados, o governador André Puccinelli manteve encontro com representantes de indústrias interessadas em se instalarem na região por conta da expansão do setor sucroenergético. Ao menos cinco empresas paulistas manifestaram diretamente ao governador André Puccinelli a disposição de investir no Estado.

“Nossa política de incentivar a atração está mantida, não só para as usinas, mas as indústrias em geral. Aqui os direitos são iguais pra todo mundo, quem quiser investir e produzir pode contar conosco”, afirmou André Puccinelli em contato com o Douranews antes e aos futuros investidores após a reunião.

O governador afirmou que, do grupo que participou da reunião, “a probabilidade de instalação é de mais cinco empresas, sendo duas com certeza”. Os negócios já considerados praticamente garantidos são a Metalúrgica Brumazi e a Megh Ceras e Emulsões, sendo que esta última já entregou ao governador André e ao prefeito Murilo Zauith as cartas de intenção de se instalar em Dourados.  Empresas de fertilizantes, peças e insumos para o setor também analisam o novo mercado que se abre em Dourados.

Microdestilaria de Etanol

Um dos destaques da 5ª edição do Canasul, o Congresso da Cana de Mato Grosso do Sul que este ano acontece em Dourados, é a ampla perspectiva de preparação de mão de obra que se abre para o setor sucroenergético com a expansão da atividade no Estado. A modernidade tecnológica que as indústrias apresentam também chega à capacitação de trabalhadores. Durante visita ao evento, o governador André Puccinelli também conheceu a moderna Microdestilaria Didática de Etanol do Senai, que vai servir aos cursos nos níveis de Aprendizagem, formação Técnica e de Qualificação para a indústria da cana-de-açúcar, que já conta com 22 usinas em operação no Estado e perspectiva de ativação de novos empreendimentos.

O moderno equipamento foi desenvolvido pelo Centro de Inovação Tecnológica, do Senai de Alagoas e Mato Grosso do Sul foi o primeiro a adquirir, no início deste ano, seguido pelos Estados do Paraná, Minas Gerais e Goiás. Segundo o químico Maithon Mareco Rocha, instrutor do Senai, a pequena unidade reproduz fielmente uma usina de álcool, em escala dois milhões de vezes menor. Entre os futuros profissionais que vão se beneficiar de formação prática com o uso do equipamento, estão jovens inseridos no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), no qual o governo de Mato Grosso do Sul é parceiro do Instituto Federal de Educação e Sistema S. Nesse programa, o Senai é o que mais oferecerá vagas no Estado. São 9.400 oportunidades em 83 cursos gratuitos.

“É um equipamento que deve ser muito utilizado, por exemplo, no curso Técnico de Açúcar e Álcool, ou Operador Industrial de Usina”, explicou Mareco. “Vai ser elaborado um amplo Plano de Aulas para maximizar o uso junto ao maior número possível de alunos”, completou o técnico em açúcar e álcool e também instrutor Patriqui Giordani.

De acordo com os representantes do Senai que fazem a demonstração no Canasul, a microdestilaria pode produzir 8 litros de álcool/dia, reproduzindo o processo industrial real de uma usina. Com investimento de cerca de R$ 1,1 milhão (custo instalado), o equipamento vai ficar na unidade do Senai em Dourados. Segundo os técnicos, a instalação requer lugar especialmente preparado, e inclui um laboratório anexo e ponto de captação de resíduos.

Mais empresas

Assim como a modernização da formação profissional, o crescimento do setor sucroenergético em Mato Grosso do Sul fomenta a atração de outras empresas. Na visita ao Canasul, o governador também se reuniu com empresários do interior de São Paulo que não são produtores de açúcar e álcool, mas fornecedores que enxergam na expansão das usinas a oportunidade de também marcar presença no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. “São empresas que se interessaram porque viram o grande mercado que existe aqui”, afirmou o presidente da Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), Roberto Hollanda Filho.

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