O conselheiro Olavo Chinaglia, relator do caso, afirmou que as empresas devem abrir mão de dois slots do trecho São Paulo-Santiago-São Paulo, que deve ser repassado a uma concorrente.
A ação da TAM na Bovespa acelerou a alta após a aprovação da união com a LAN no Brasil. Às 16h29, o papel da empresa subia 2,23 por cento, a 36,61 reais, contra queda de 0,56 por cento do Ibovespa. Na Bolsa de Santiago, a ação da LAN avançava 1,91 por cento.
Durante a leitura de seu voto, Chinaglia disse que também vê concentração em outras duas rotas pela união de TAM e LAN, entre São Paulo e Buenos Aires, na Argentina, e entre a capital paulista e Lima, no Peru. Contudo, ele entendeu não serem necessárias ações do órgão antitruste brasileiro nesses casos.
A decisão do Cade foi mais branda que a do tribunal antitruste chileno, que impôs uma série de condicionantes a fusão que dará origem à Latam, maior companhia aérea da América Latina.
Na segunda-feira, uma fonte do Cade havia antecipado à Reuters que a autarquia deveria aprovar a união de TAM e LAN com condições.
Em agosto, as secretarias de Acompanhamento Econômico e de Direito Econômico, Seae e SDE, respectivamente, recomendaram ao Cade a aprovação da fusão de LAN e TAM sem restrições.
As duas empresas aéreas anunciaram em agosto de 2010 plano de fusão.
Executivos da LAN e da TAM vêm afirmando esperar que a união das companhias seja concluída no primeiro trimestre de 2012.