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Banco Bradesco é denunciado no MPT por práticas anti-sindicais

17 de abril 2012 - 19h18 Por Redação Douranews
Banco Bradesco é denunciado no MPT por práticas anti-sindicais

A diretoria do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região protocolou na manhã de hoje (17), no MPT (Ministério Público do Trabalho), a denúncia de práticas anti-sindicais que vem ocorrendo sistematicamente na agência centro do Bradesco em Dourados, o que, segundo a denúncia, caracteriza “violação das disposições constitucionais do Art. 8º, inc. V”.

Entre as formas de violação da liberdade sindical que o banco vem realizando, o diretor Carlos Longo relatou ao procurador do Trabalho, no MPT, Jeferson Pereira, o fato da gerência da agência local ter convocado funcionários “para começarem a sua jornada de trabalha ainda na madrugada, a fim de furar a greve da categoria aprovada em assembleia”. Os sindicalistas realizaram a última greve em setembro do ano passado. “Além de que, os funcionários foram orientados a trabalhar escondidos, no cofre da agência, para mais uma vez burlar a greve”, informou Longo.

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Assembleia durante a greve do ano passado, em frente ao Bradesco

Além de Carlos Longo, que é vice-presidente do Sindicato, o diretor jurídico José Carlos e o diretor da Fetec-CUT/CN, (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte) Walter Teruo Ogima, estiveram reunidos com o Procurador do Trabalho, Jeferson Pereira.

Ainda durante o encontro no MPT, segundo Longo, “outra prática anti-sindical clara cometida, em retaliação a uma atividade do sindicato realizada no dia 21 de março, cobrando mais segurança nos bancos, foi ter ‘orientado’ funcionários da gerência da agência citada a pedir desfiliação em massa do sindicato, quando oito pessoas aderiram ao ‘apelo’ do gerente, inclusive, um deles que se encontrava de férias”.

Na reunião no Ministério Público do Trabalho, o procurador, Jeferson Pereira se comprometeu a apurar as denúncias e tomar as medidas cabíveis para coibir a prática anti-sindical do banco e garantir que a liberdade sindical, assegurada pela Constituição brasileira, seja respeitada pelo banco.

Os dirigentes sindicais informaram ainda que o caso já havia sido discutido com a diretoria do banco em Dourados e também com o gerente regional, em Campo Grande, cobrando providências, mas até o momento não obteve respostas por parte do representante da empresa.

 

 

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