A gerência de tecnologia e inovação do Senai reuniu-se, nesta quarta-feira (18), no auditório do Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande, com representantes de entidades de ensino e indústrias de Dourados para colher informações afim de elaborar um plano de negócios para a implantação do Instituto de Tecnologia em Automação, Energia, Alimentos e Bebidas no município. Os profissionais participaram de três paineis simultaneamente com quatro especialistas do Senai nacional, que estão percorrendo os Estados onde serão instalados os institutos de tecnologia e inovação.
Segundo o gerente de tecnologia e inovação do Senai, Dax Peres Goulart, os paineis têm o propósito de conhecer melhor as demandas atuais e para os próximos cinco anos no que diz respeito à atuação do Instituto. “Nosso objetivo é ouvir as sugestões, demandas e necessidades desses setores em Dourados para que possamos traçar a nossa atuação. Ver de que forma [o Instituto] vai poder auxiliar as indústrias da região de acordo com as necessidades delas”, explicou.
Goulart acrescenta que o Instituto começa a ser implantado em novembro com o encaminhamento do Plano de Negócios para o Senai e, posteriormente, para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para aprovação do financiamento. “Todo o investimento precisa estar alinhado com as necessidades desses setores e por isso precisamos contar com a adesão das indústrias da região no que se refere às pesquisas e consultorias na área de tecnologia e inovação”, destacou.
Silvana Mendieta Benites, coordenadora de recursos humanos da BR Foods, de Dourados, considera a iniciativa oportuna. “Devido ao trabalho que estamos desenvolvendo para expandirmos nossas indústrias dentro do Estado, vejo que o trabalho que o Senai desenvolve na área de tecnologia e pesquisas continuará sendo muito útil para nós”, disse.
As entidades de ensino vêem o momento como essencial para registrar as verdadeiras demandas e sugerir estratégias de atuação, levando em conta os futuros profissionais formados anualmente e que podem ser absorvidos tanto pelo Senai quanto pela indústria.
“Imaginamos os nossos alunos atuando lado a lado com os trabalhos e projetos do Senai. Essa integração entre a entidade de pesquisa com a de ensino e a indústria é essencial para a região que cresce cada vez mais na área de alimentos e bebidas”, frisou a coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Ângela Dulce. Ela acredita que a universidade contribui para a formação dessa mão de obra, mas que ainda é preciso formar mais técnicos e tecnólogos para serem absorvidos pela indústria.
Já o fiscal federal agropecuário Renato Costa Brum explica que a troca de experiências faz com que todos alinhem informações e ideias a serem aplicadas futuramente. “Vejo que este momento é de extrema importância para registrarmos o papel de cada entidade nesse processo. Para que o Estado tenha laboratórios que trabalhe com pesquisas e consultorias para as indústrias, esses laboratórios têm de estar credenciados, da mesma forma que as indústrias devem estar habilitadas”, disse o representante do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).