A empresa de telefonia móvel, Claro é a que mais apresenta registros de reclamações por parte dos clientes no Procon (órgão de Proteção e Defesa do Consumidor) de Dourados. No período de janeiro deste ano até hoje (20), foram registrados 211 denúncias, o que corresponde a cerca de 6% de todas as ocorrências registradas nestes meses.
O número de denúncias feitas contra a operadora Claro neste ano subiu em comparação ao mesmo período de 2011, quando foram registradas 151 ocorrências. No ano passado quem liderava o ranking de denúncias no Procon da cidade era a Brasil Telecom responsável por linhas fixas com 162 ocorrências registradas por clientes douradenses. Ainda sim, das operadoras de celular, a Claro possuía o número mais alto de reclamações.
Tal situação configura uma crise, não só local, mas nacional dessas empresas. Ainda com números do Procon local deste ano, das 15 empresas com mais registro de reclamações, um terço são de companhias telefônicas. Além da Claro e da Brasil Telecom (de linhas fixas), a Vivo também apresenta números altos de denúncias, com 176, seguido pela Tim, com 65 e Brasil Telecom (de linhas móveis) com 56 reclamações.
De acordo com o coordenador do Procon de Dourados, Rozemar de Mattos, a maioria dessas reclamações acontecem em relação aos planos e promoções das operadoras. “O cliente assina um serviço e recebe outro, ou vem a conta mais cara. Grande parte das reclamações é em relação aos planos oferecidos pela área de telefonia”, explica o coordenador.
Anatel
O reflexo destes problemas foi a ação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) da última quarta-feira (18). A Agência suspendeu a venda de chips de três das maiores empresas (Oi ou Brasil Telecom, Claro e Tim) de telefonia móvel do país em vários estados do Brasil. Em Mato Grosso do Sul, a Oi foi impedida de vender novas linhas a partir de segunda-feira (23).
Isto aconteceu porque, em questão de proporção por clientes, a Brasil Telecom tem um alto número de reclamações no Estado. Como tentativa de orientar seus clientes, a empresa divulgou uma nota informando que apenas as vendas de novas linhas serão canceladas, mas o serviço de comercialização de recargas vai continuar sendo prestado.
A medida da Anatel é válida por 30 dias, prazo que terão todas as operadoras do país para apresentarem um Plano Nacional de Ação de Melhoria da Prestação de Serviço Móvel Pessoal, inclusive as que não foram alvo das restrições.