Empregados do frigorífico Beef Nobre, em Campo Grande, paralisam as atividades a partir de quinta-feira (26). Eles tomaram essa decisão em assembleia geral na madrugada desta segunda-feira (23), em frente à indústria, informa Vilson Gimenes Gregório, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande e Região.
“Essa manifestação será feita legalmente, em represália à inércia da empresa de fechar a Convenção Coletiva de Trabalho 2012/13 com alguns benefícios que já haviam sido aprovados pela maioria dos frigoríficos”, explicou o sindicalista Gregório que preside também a FTIAA/MS (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Mato Grosso do Sul).
Gimenez Gregório explicou que a Convenção Coletiva de Trabalho 2012/13 deveria estar em vigor desde 1º de março. Foram inúmeras rodadas de negociação sem chegar a um acordo. As empresas dificultaram muito as negociações, explica o sindicalista. Agora, somente o Beef Nobre permanece irredutível em aprovar os benefícios salariais e trabalhistas dos empregados.
O sindicato pede também o aumento do vale refeição que passaria de R$ 35 para R$ 60. Esse item também tem enfrentado resistência do Beef Nobre. Outra relutância é do não trabalho aos sábados. A empresa aceitou não trabalhar em apenas um sábado por mês. Os empregados querem todos os sábados e domingos, de folga.
A decisão da assembleia geral já foi comunicada hoje pela manhã à direção da empresa em Campo Grande. “Nosso movimento de greve respeitou todos os trâmites legais. Agora vamos para o tudo ou nada. Os empregados não voltam enquanto a empresa não oferecer as vantagens que outras indústrias já concederam”, explicou.
Com a greve, o Beef Nobre deixará de abater em torno de 700 cabeças de bovinos/dia. “Será um prejuízo muito grande para a indústria”, comentou Gimenez Gregório. Ele espera que até quinta-feira a empresa repense e aceite pagar os benefícios aos trabalhadores.