Uma equipe do CetecSenai de Dourados realizou, ao longo do mês, pesquisa junto a 10 indústrias sucroenergéticas para levantar os pré-requisitos exigidos por elas na hora de escolher os fornecedores de produtos da área metalmecânica. O levantamento apontou que as usinas exigem mais agilidade no atendimento das demandas apresentadas, existência de técnicos capacitados para fornecer as informações requisitadas e preços mais competitivos.
Foram pesquisadas as empresas dos grupos LDC (3), ETH (2), Raízen, Adecoagro, São Fernando, Bunge Monte Verde e Agroenergética Fátima do Sul.
Segundo o gerente do CetecSenai, Gilberto Schadler, os dados levantados serão utilizados nas qualificação das indústrias metalmecânicas da região que almejam se tornar fornecedoras de bens e serviços das usinas sucroenergéticas do Estado.
“Com o estudo, buscamos identificar também as oportunidades de negócios entre empresas locais e grandes usinas sucroenergéticas. Com isso, o que o CetecSenai Dourados constatou é que existe uma grande demanda, porém, ainda é necessário estruturar as empresas da região para atendê-la”, avaliou, lembrando que o trabalho integra o termo de cooperação celebrando entre o Senai e a Prefeitura de Dourados para a implantação do Polo de Serviços deo Setor Sucroenergético de Dourados e Região.
A supervisora de mecânica industrial do CetecSenai Dourados, Alzira Nogueira Souza dos Santos, acrescenta que os objetivos da pesquisa eram de identificar os requisitos necessários no processo de fornecimento de produtos e serviços das indústrias metalmecânicas locais para as indústrias sucroenergéticas do Estado, esclarecendo critérios de compra de bens e de serviços das empresas compradoras para preparar as empresas fornecedoras no atendimento dessas exigências no que se refere à eficiência em termos de custo, qualidade, confiança e flexibilidade. “Como pertencem a grandes grupos, essas usinas são evoluídas tecnologicamente, tendo uma rede extensa de compradores e técnicos bastante exigentes para garantir a qualidade dos serviços. Dessa forma, eles conseguem identificar rapidamente os melhores preços e fazer compras corporativas ou até mesmo comprar a grandes distâncias com preços inferiores aos da nossa região”, esclareceu.
Situação legal
Ainda segundo Alzira dos Santos, faz-se necessário que as empresas que almejam se tornar fornecedoras das usinas sucroenergéticas estejam com a situação legais de acordo com as exigências fiscais dos Ministérios da Fazenda e do Trabalho e Emprego, requisito inicial do setor de compras dessas empresas compradoras. Já o supervisor de gestão industrial do CetecSenai em Dourados, Thiago de Matos Prates, completa que, além de apontar as exigências de documentação legal, melhor preço, qualidade técnica e agilidade no atendimento, com a pesquisa ficou claro que as empresas interessadas em serem fornecedoras das usinas da região precisam também buscar um aumento do grau de competitividade e confiabilidade. “Todas essas condições são essenciais para estabelecer uma relação comercial”, afirmou.
Thiago Prates reforça que as principais vantagens da qualificação dos fornecedores para atender as empresas compradores são a busca de relacionamentos de longo prazo e estáveis, ampliar o número de clientes ativos, garantir o fornecimento de materiais e serviços dentro das especificações, estabelecer um sistema de qualificação global e tornar os processos mais confiáveis e menos onerosos junto aos clientes. “Já as razões para se qualificarem são as de garantir o fornecimento de insumos e serviços dentro do padrão de qualidade estabelecido, propiciar a melhoria contínua da qualidade, estabelecer uma parceria sólida entre as partes, reduzir os custos da não qualidade e cumprir com os requisitos da legislação vigente”, detalhou.
O instrutor de gestão industrial da unidade, Flávio de Souza Silva, reforça que os fatores que estabelecem as relações entre a empresa e o fornecedor são a prioridade aos preços, os interesses associados, as inspeções rigorosas, a prioridade da qualidade e os sistemas de gestão industrial competentes. “Também pode entrar como fatores o controle de processos no fornecimento, os programas de melhoria, o desenvolvimento conjunto de projetos e os acordos estratégicos”, explicou. Já as principais dificuldades encontradas pelas usinas na contratação de empresas locais, conforme o instrutor, são a falta de conhecimento das legislações vigentes, de um padrão qualificado de execução das atividades, do desenvolvimento dos critérios de fornecimento de bens e serviços e de agilidade no atendimento da demanda.