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Indústria de celulose projeta crescimento de 55% para o ano

30 de janeiro 2013 - 12h14 Por Redação Douranews
Indústria de celulose projeta crescimento de 55% para o ano

As expectativas são as melhores possíveis para as indústrias de celulose e papel de Mato Grosso do Sul neste ano de 2013. Para o presidente do Sinpacems (Sindicato de Celulose e Papel de Mato Grosso do Sul), Francisco Valerio, a estimativa é de que o segmento cresça 55% em 2013, movimentando algo em torno de R$ 3,17 bilhões. 

Ele acredita que a chegada da maior unidade do mundo de produção de celulose em linha única, a Eldorado de Três Lagoas, vai contribuir para alavancar o segmento. “A unidade da Eldorado tem capacidade instalada de 1,5 milhão de toneladas por ano. Esse fato, somado a melhoria de performance das empresas de papel e celulose já instaladas no Estado, nos permite projetar esse percentual de crescimento total da receita líquida”, declarou.

Conforme dados do Radar Industrial da Fiems, Mato Grosso do Sul tem 26 estabelecimentos no segmento de papel e celulose, juntos eles empregam 1.999 industriários e em 2012 geraram receita líquida de venda de R$ 2,05 bilhões. Os dados são com base na Rais (Relação Anual de Informações Sociais), Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e da PIA/Ibge (Pesquisa Industrial Anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Eldorado

No fim do ano passado, entrou em operação a fábrica da Eldorado Brasil Celulose, que começou a ser construída em junho de 2010. O diretor-presidente da Eldorado Brasil Celulose, José Carlos Grubisich, reforçou que, em plena operação, a unidade de Três Lagoas, considerada a maior fábrica de celulose em linha única no mundo, vai gerar em torno de 2.500 empregos diretos e de 8 mil a 10 mil postos de trabalho indiretos.

"A fábrica de Três Lagoas, que tem investimento total de R$ 6,2 bilhões, começará com produção de 1,5 milhão de tonelada, mas a meta é chegar a 5 milhões de toneladas em 2020, colocando a unidade de Três Lagoas como referência no setor. A meta intermediária, em 2017, é iniciar a segunda linha com produção de 3,5 milhões de toneladas, o que significa capacidade maior, uma vez que a produção estimada nas três linhas projetadas supera a fábrica da Fibria em suas cinco linhas", informou José Grubisich.

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