Depois que um açougue foi flagrado produzindo linguiça em condições impróprias em Dourados, cerca de 30 casas de carnes da cidade começam a receber orientações sobre processos e boas práticas para a produção de embutidos com qualidade e higiene. O acordo envolve consultores do Senai em conjunto com técnicos da Prefeitura de Dourados, através do Projeto de Desenvolvimento do Setor de Alimentos. Além das visitas técnicas, o Senai vai elaborar manuais de boas práticas de fabricação e o PAS (Programa Alimento Seguro), bem com fazer, mensalmente, análises microbiológicas e físico-químicas dos embutidos produzidos pelos açougues locais.
Segundo a supervisora técnica da área de alimentos e bebidas do CetecSenai Dourados, Stella Fernanda de Aquino Oliveira, o trabalho realizado pelos profissionais da entidade visa orientar as empresas sobre o que é necessário fazer, em termos de boas práticas, para que consigam o registro no SIMD (Serviço de Inspeção Municipal). “O trabalho do Senai vai contribuir para atestar a qualidade dos produtos que será colocado para comercialização junto aos moradores de Dourados”, declarou, informando que até o fim deste ano o trabalho dos técnicos estará concluído em todos os estabelecimentos.
O diretor de agronegócios da Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Dourados, Vamilton Júnior, explica que, após o trabalho feito pelos técnicos do Senai, as pequenas empresas poderão obter o selo de inspeção do SIMD para comercializar os produtos em qualquer estabelecimento do município. “A proposta é ajudar os empresários a serem mais competitivos, aumentando o número de empresas que vendem produtos inspecionados. A nossa meta é formalizar 50% dos estabelecimentos que atuam nessa área hoje na cidade”, informou.
Para Patrícia Dias, gerente de uma das casas de carnes beneficiadas, a consultoria prestada pelo Senai vai contribuir para a melhoria da qualidade da linguiça produzida no estabelecimento. “Hoje, a nossa produção de linguiça é bem pequena, mas, após recebermos o selo de inspeção da Prefeitura, pretendemos aumentar essa quantidade”, garantiu. Já o proprietário de outra casa de carnes incluída no Projeto, Marcos Roberto Rufino, contou que ainda não produz embutidos por conta da falta do registro. “Atualmente nós encaminhamos os materiais para outra empresa, que produz a linguiça e nos devolve para que possamos comercializar. Com o trabalho do Senai, poderemos fazer tudo aqui mesmo”, ressaltou.