Empresários e representantes de instituições sul-mato-grossenses se reuniram nesta terça-feira (3) em noite de festa dos Prêmios MPE Brasil (Competitividade para Micro e Pequenas Empresas), edição estadual/ciclo 2013 e PQG/MS (Qualidade da Gestão de Mato Grosso do Sul), voltado a médias e grandes negócios. A premiação aconteceu no auditório do Crea/MS, em Campo Grande.
O processo de classificação das empresas no Estado foi realizado pelo Movimento MS Competitivo e Sebrae, com base nos critérios do MEG (Modelo de Excelência em Gestão). Das mais de 820 empresas inscritas no MPE Brasil estadual, 21 foram classificadas para a fase de visitação, quando receberam os avaliadores capacitados pela FNQ (Fundação Nacional da Qualidade).
“Hoje, temos a facilidade de recursos tecnológicos aliados a mentes arrojadas, que não têm medo de arriscar”, afirmou Edson Araújo, presidente do Conselho Superior do MS Competitivo e da Fecomércio em Mato Grosso do Sul.
Ele alertou para relatórios do Banco Mundial que apontam o Brasil atrás de concorrentes diretos como Índia, Rússia, China e até Chile, quanto ao tempo necessário para abertura de empresa e o tempo gasto com a burocracia. “Estamos lutando para que a situação melhore. Agradeço às empresas que abriram as portas e estão empenhados em trabalhar com excelência”, finalizou.
Eduardo Riedel, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no MS e da Famasul, destacou o papel das micro e pequenas empresas na economia local. “Para o município, na maioria das vezes, a solução pode já estar dentro de casa. Lógico uma grande empresa é importante quando chega na cidade, pois ativa a economia. Mas, os pequenos negócios têm uma capacidade ainda maior”, garantiu.
Presente na ocasião, o superintendente-geral da FNQ, Jairo Martins, explicou que qualquer organização tem o objetivo de transformar recursos em algo de valor para a sociedade. “Eficiência é você gerar mais valor com menos recursos”, disse, ao se referir sobre os esforços das empresas para serem competitivas.
O dirigente fez ainda observações sobre a alta carga tributária brasileira e o mau uso dos recursos públicos. “Os governos dos últimos anos trabalharam para que a economia nacional crescesse. Mas tenho certeza de que podemos melhorar a gestão no setor público. O anseio do povo hoje é por melhores serviços; basta ver as últimas reivindicações que tomaram conta do país”.