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Bicicletarias aderem à manutenção de motocicletas

18 de março 2014 - 13h54 Por Redação Douranews
Bicicletarias aderem à manutenção de motocicletas

Mecânicas de bicicletas em Dourados estão incorporando em suas atividades outro tipo de veículo de duas rodas, as motocicletas. A mudança decorre do crescimento acentuado do número de motos em circulação na cidade, estimado em torno de as 40 mil veículos registradas pelo Detran (departamento Estadual de Trânsito).

Com esse arranjo, o setor de consertos antes restrito às bikes agora consegue vislumbrar um aquecimento no mercado de manutenção, peças e acessórios. Esse serviço está rendendo mais lucro e abrindo um novo mercado de peças, com mais opções em serviços e atraindo novos clientes, como constata Oliveira Marin, de 44 anos, que possui uma mecânica de bicicletas e agora também atende aos donos de motos.

“Hoje você tem que trabalhar com tudo, mas é preciso experiência e profissionalismo para trabalhar com bicicleta e moto. O lucro do negócio acaba ficando 50% com a manutenção dos dois veículos. A manutenção da moto é bem mais complicada, principalmente por ser um veículo que exige mais conhecimentos mecânicos, bicicleta é mais simples”, relata Marin.

Dourados que já se consagrou e ganhou destaque nacional por possuir grande número de bicicletas rodando, hoje tem um cenário diferente. Nas ruas, as motos é que dividem espaço com os carros. São poucas as pessoas, comparado à década de noventa, que utilizam a bicicleta como meio de transporte.

Segundo Higor Rigon, a moto ganha espaço “principalmente pelo baixo custo das motocicletas, e ao custo relativamente alto das bicicletas, aliando isso a falta de conscientização e estrutura no transito para ciclistas”.

Segundo estatística do Detran, o Município já ultrapassou as 40 mil motocicletas registradas e rodando em solo douradense. Este levantamento aponta um aquecimento no mercado de manutenção, peças e acessórios deste tipo de veículo.

Para Simone Costa, a motocicleta é um dos veículos de custo mais barato e maior mobilidade. “A moto é mais econômica que o carro. A moto faz parte do meu dia-a-dia por ser um veículo que tem mais praticidade, eu até utilizaria a bicicleta, mas só por uma questão de saúde”, diz, para justificar a  nova escolha .

Hoje quem quiser comprar uma moto mais simples deve desembolsar cerca de R$ 2,90 ao dia, calculando a soma de um valor estimado em R$ 87 por mês. Empresário ligado ao mercado de bicicletas, em Dourados, afirma que as motos dominaram o mercado, mas a tendência é diminuir principalmente pelo preço da gasolina e risco de acidentes.

Bike mais saudável

“Estamos colocando as bicicletas novamente no mercado, tenho certeza que vamos atropelar as motos”, afirma o empresário em tom de brincadeira, considerando também as recomendações de saúde e qualidade de vida. A bicicleta tem um público menor, principalmente pessoas que procuram sair da rotina, deixando o stress do lado, fazendo as pazes com a balança e buscando uma vida mais saudável.

Amantes do ciclismo dizem que a bicicleta não deve perder totalmente o espaço, principalmente pela liberdade e satisfação que ela proporciona ao usuário. Tom Alves, que trabalha em uma empresa especializada em artigos esportivos com foco no mercado das bicicletas, diz ser entusiasta e não acredita que as bikes devem perder totalmente o espaço.

“Creio que não perca, ainda tem muita gente usando bicicletas, mas a moto também é um veiculo bem ágil e como moramos em uma cidade grande se tornas às vezes mais viável ir de moto do que ir de bicicleta. Eu tenho moto, mas para trabalhar vou mesmo de bike, acredito que faz bem para mim e para todo mundo”, afirma Alves.

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