A partir de novembro vários estabelecimentos brasileiros terão de começar a se adequar aos padrões da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), novo sistema de emissão de documentos fiscais que acaba com a obrigatoriedade de impressão da nota física e dispensa a empresa do uso do Emissor de Cupom Fiscal (ECF), equipamento caro e que precisa ser homologado pela Receita Federal. Com isso, o novo sistema promete reduzir sensivelmente os custos de emissão de notas fiscais.
“Quem aderir ao novo padrão deve ter uma economia de até 60% em relação ao padrão anterior”, diz Alexandre Lopes, sócio fundador da TagPlus, sistema de gestão comercial e emissão de nota fiscal eletrônica para micro e pequenas empresas.
No sistema anterior, chamado apenas de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), o comerciante precisava adquirir um ECF – equipamento caro que podia ser comprado ou alugado – para emitir o cupom. Como os softwares de gestão do sistema deviam ser homologados pela Receita Federal, tinham custos de manutenção que variavam de R$ 100 até R$ 400.
Com a NCF-e, os custos com equipamento caem bastante, pois a empresa vai precisar apenas de um computador com conexão à internet para emitir suas notas fiscais. “Os comerciantes não precisam mais emitir a nota física, pois ela pode ser enviada para o e-mail do comprador na hora. Mas, se for imprimir, basta uma impressora simples para fazê-lo”, afirma Araquen Pagotto, presidente da Abrac (Associação Brasileira de Automação Comercial).