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Incubadoras da UEMS fazem a diferença para empresas

06 de dezembro 2014 - 10h33 Por Redação Douranews
Incubadoras da UEMS fazem a diferença para empresas

As incubadoras Fênix e Elos ajudam as empresas, cooperativas ou associações recém-criadas a sobreviver no mercado durante os primeiros anos, que são os mais críticos no processo de constituição de qualquer empreendimento. Essas incubadoras funcionam dentro da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), em Dourados.

Incubadora, segundo o dicionário Aurélio, é um aparelho que permite criar os recém-nascidos prematuros. É esta, também, a função da Fênix e da Elos.

Planejada em 2000, a Fênix é um laboratório de grandes empreendimentos, um local apropriado para o desenvolvimento de novas ideias, onde o empreendedor/pesquisador dispõe de todas as facilidades de apoio logístico e administrativo. Tem como missão gerar e disseminar o empreendedorismo, viabilizando projetos inovadores voltados para as vocações regionais e incentivando a transformação de ideias e conhecimentos em produtos e serviços que valorizem o ser humano.

As empresas passam por três estágios: de pré-incubação, incubada e graduada. A graduação é uma empresa que está na etapa final do processo de incubação, pronta para sobreviver no mercado de trabalho de forma competitiva e qualificada. Dois exemplos de empresas graduadas pela Fênix são a Exclaim Tecnologia e a Dourasoft, ambas sediadas em Dourados.

A Exclaim Tecnologia, fundada em Dourados em 2002, constituiu-se com o objetivo de prestar serviços de consultoria, desenvolvimento e implementação de projetos na área de TI (tecnologia da informação), no ambiente corporativo seja ele de pequeno, médio ou grande porte. Em abril de 2007 a Exclaim Tecnologia foi a primeira empresa graduada na Fênix, também a primeira graduada no MS na rede de incubadoras.

De acordo com o proprietário, Adilson Barison, a Fênix ajudou muito a empresa nas partes burocráticas, conhecimento de visão de mercado, cursos em parceria com o Sebrae, além de fornecer espaço físico para o negócio, computador e internet. “A incubadora é como uma mãe, ela protege a empresa durante o período em que está mais vulnerável. Se não tivéssemos sido incubados, provavelmente, a empresa não existiria. Começamos em quatro pessoas e hoje tenho mais de dez funcionários, atendemos clientes no Brasil e em outros países. Ganhamos o prêmio por inovação no Reino Unido, em maio deste ano, com um aplicativo para encontrar profissionais de todas as áreas. Também ganhamos o primeiro lugar em uma competição de tecnologia em São Paulo“, disse Barison.

A Dourasoft foi criada formalmente em 2009, com a ajuda da incubadora Fênix, e começou com foco na  criação de software para gestão de lotéricas (AGIL - Automação da Gestão Inteligente Lotéricas), segmento financeiro onde as informações precisam ser processadas de maneira rápida, eficaz, eficiente e segura.

“Também trabalhamos com desenvolvimento de sites, aplicativos online, mobile e aplicativos falados para casas lotéricas, além de termos parceria com a Microsoft, Sebrae, Caixa, empresa de transporte de valores. Temos clientes em 26 Estados, 10 pessoas na equipe e perspectiva de crescimento de 40% para o próximo ano. Isto tudo foi possível graças a Fênix que deu o ‘gás’ que a empresa precisava para crescer, pois deu cursos de capacitação que me ajudou a embasar as decisões e ter o aprendizado necessário para gerir  empresa”, disse o proprietário Neimar Mariano.

Auto-sustentação

O Programa Elos – ITCP (Incubadora de Tecnologia Social para Cooperativas Populares), ligado à Proec (Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários) da UEMS, iniciou atividades em novembro de 2005 no âmbito do Proninc (Programa Nacional de Incubadoras do Governo Federal), com fomento de ministérios e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) entre outros, que viabiliza a execução de projetos das Incubadoras nas Universidades.

O objetivo do programa Elos é agregar profissionais das Unidades da UEMS que queiram desenvolver, prospectar e desfrutar das ações em suas áreas de conhecimento.  Nesse sentido, transfere conhecimentos específicos e torna acessível às pessoas por meio de assessoria/consultoria, prestação de serviços, palestras, seminários, encontros e conferências, no âmbito local e regional.

Nessa perspectiva o programa busca desenvolver ações de emancipação sócio-econômica da comunidade envolvida, e que se auto-sustentem com alternativas que propicie a geração de trabalho e renda, principalmente àquelas que se encontram em vulnerabilidade econômica.

Um dos casos que deu certo é o do grupo de 22 agricultores familiares do Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, que produzem maracujá orgânico desde 2012. Segundo Vitor Carlos Neves, agricultor familiar e tecnólogo em agroecologia, formado pela UEMS em Glória de Dourados, a cooperação da Elos foi muito importante, “ajudou a fazer contatos, escrever o projeto, cedeu espaço, além de capacitações na área de comercialização e gestão. Com isso na safra deste ano colheremos 7 mil caixas de maracajá orgânico”, disse.

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