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Governo abre negociações sobre reajuste a professores

14 de janeiro 2015 - 16h53 Por Redação Douranews
Governo abre negociações sobre reajuste a professores

Secretários do Governo do Estado e a direção da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS) se reuniram na manhã desta quarta-feira (14), na Governadoria, para definir as metas e estabelecer um diálogo sobre o reajuste salarial dos professores das escolas estaduais. A Lei 4.464, de 2013, estabelece um reajuste gradativo para a categoria, iniciando em 2015 e chegando ao piso exigido em 2018. O reajuste é de 25% a cada ano.

A secretária estadual de Educação, Maria Cecília Amendola da Motta, afirmou que o governo do Estado está aberto ao diálogo e que realizará um diagnóstico da situação. “Chegamos a um consenso através de um bom diálogo. Marcamos uma reunião para a próxima segunda-feira (19), na qual apresentaremos um diagnóstico sobre o reajuste salarial, o impacto econômico para o Governo e estabeleceremos medidas em conjunto com a categoria. Temos uma projeção até 2018 para enquadrar o piso de 20 horas do magistério”, disse.

Segundo a secretária, o Governo reconhece que é uma conquista da categoria, mas tem que ser pagável, dentro da realidade financeira do Estado. “Faremos este diagnóstico e apresentaremos na próxima reunião com a categoria”, disse.

Para o presidente da Fetems, Roberto Botareli, este foi um primeiro contato oficial com o novo Governo, que aconteceu dentro de um bom dialogo e com tranquilidade. “Temos um bom diálogo com o Governo. O governo não está questionando a lei. Estamos tranquilos em relação a este reajuste, uma vez que as despesas com folha de pagamento dos servidores estão dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, abaixo dos 54%”.

“A categoria teve conquistas e estamos trabalhando para que a média salarial do professor de nível superior se equipare ao salário dos demais servidores de nível superior. Esta projeção é para os próximos seis anos. Estamos confiantes que o diálogo com o Governo resolverá os impasses e chegaremos a um acordo”, afirmou Botareli.

O sindicalista não mencionou a possibilidade de greve. “A decisão é da categoria. Se o governo não atender à lei, faremos uma assembleia com toda a categoria para tomar as medidas cabíveis. Por enquanto, as discussões seguem dentro da tranquilidade”, garantiu.

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