Embora incomode a imagem de que cariocas andem por aí armados, prontos para um tiroteio, a cena concentra tudo o que se pode esperar de produções do gênero: diálogos simples, tensão permanente, violência explícita e virilidade robótica dos protagonistas.
Tudo sob medida para um tipo público masculino jovem, fissurado em filmes de ação e carrões velozes.
Público fiel, aliás, que lotou as salas de cinema americanas que exibiram o filme, dando a ele um faturamento de 83,6 milhões de dólares só no primeiro fim de semana, fazendo desta sequência não só a mais rentável da franquia, mas a melhor estreia do ano nos EUA, batendo a animação "Rio" (do brasileiro Carlos Saldanha), então em primeiro lugar.
Com um orçamento de cerca de 125 milhões de dólares, o filme também deu novo fôlego ao seu distribuidor, Universal Pictures, e à indústria cinematográfica em geral, que vê seu faturamento diminuir ano a ano.
Para os que acompanharam os filmes anteriores, um agrado dos roteiristas Chris Morgan e Gary Scott Thompson foi o de reunir os personagens da série e respeitar a narrativa histórica.
Assim, esta produção tem início com a fuga de Dominic (Diesel), preso na última sequência, armada por sua irmã Mia (Jordana Brewster) e Brian (Paul Walker), agora, ex-policial e fugitivo.
Em busca de um antigo parceiro de trambiques, Vince (Matt Schulze), o trio viaja ao Rio de Janeiro, onde consegue um trabalho para roubar carros de um trem. O negócio dá errado e eles passam a ser inimigos do chefe do crime carioca, Reyes (o ator português Joaquim de Almeida, de "O Xangô de Baker Street"), tão caricato quanto os policiais corruptos ao seu lado.