Um documentário sobre o brasileiro tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna combina a excitação das corridas em alta velocidade com um retrato comovente do homem por trás do volante, usando imagens nunca antes vistas de Senna nas pistas e fora delas.
"Senna", que chega aos cinemas britânicos na sexta-feira, traça um retrato de um homem apaixonado por seu esporte e seguro quanto a seu talento, mas frustrado com o que ele via como sendo a ingerência política em um mundo onde dinheiro e tecnologia estavam ganhando cada vez mais força.
Já campeão mundial e astro global, ele lembrava com saudades seus dias de piloto de kart no final dos anos 1970 e início dos 1980, dizendo a um entrevistador que as corridas naquela época eram puras.
Para o diretor britânico Asif Kapadia, o filme foi seu primeiro documentário longa-metragem em que ele abriu mão de apresentadores e, em vez disso, focou inteiramente sobre Senna -- no carro, nas pistas, em reuniões acaloradas de pilotos, cercado por fãs delirantes ou em casa com sua família e seus amigos no Brasil.
"Senti que havia algo de muito especial nessa pessoa", disse Kapadia à Reuters em entrevista por telefone.
Ayrton Senna reunia uma espiritualidade profunda, um relacionamento estreito com seus pais e integridade profissional com a vida de um galã mundial, e, pelo fato de demonstrar suas emoções nos bons momentos e nos ruins, conquistou o afeto de milhões de pessoas.
"Se você não o conhece, deveria conhecer", disse Kapadia, que fez o filme não apenas para os fãs do automobilismo, mas para o público geral. "Sua vida foi emocionante e inspiradora; ele combateu o sistema e a corrupção e defendeu muitas causas boas."
"Ele foi um sujeito especial, e aquilo que ele defendeu longe das pistas foi quase mais impressionante que sua genialidade como piloto."