“O Forasteiro do Centro Oeste” foi o vencedor na categoria Vídeo Trash do Festival Universitário Audiovisual – FUÁ, promovido pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), informa a assessoria de imprensa da instituição. O vídeo foi produzido pelos alunos do curso de Artes Cênicas da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) que também apresentaram “Ara-Ypy”, na categoria Vídeo Ficção.
“O Forasteiro do Centro Oeste” foi inscrito por Wilyam Stevan Nicolay, com equipe de produção formada por Vanessa Lopes Ribeiro, Thiago César, Wilyam Nicolay e Wilson Leguizamon Baruki, dois últimos na direção e roteiro. Teve atuação do professor de Artes Cênicas, Braz Junior, e do acadêmico José Pedro Portugual, além de atuações que não foram para a mostra, mas que estão no original como as de Wagner Farias Torres e Zezinho Martins.
Já “Ara-Ypy” foi inscrita por Matheus Vinicius de Sousa Fernandes. É um trabalho realizado na disciplina eletiva de “Literatura e Cinema”, ministrada pelo professor Paulo Custódio, na Facale (Faculdade de Comunicação, Artes e Letras). Os demais alunos que produziram o vídeo são: Indira Brito, Anderson Andrade, Mayara Alice Barbosa, Lantiere Muniz e Cíntia da Silva.
Documentário
Além do vídeo “O Forasteiro do Centro Oeste”, outra produção da comunidade acadêmica da UFGD foi premiada pelo FUÁ. O documentário “A Joaquim” conquistou o 3º lugar nesta categoria cinematográfica. A produção foi feita pela acadêmica de Relações Internacionais, Gracia Lee, em parceria com a acadêmica do curso de Direito, Hisadora Beatriz Gonçalves Lemes. Ambas contaram com a orientação e supervisão da professora Simone Becker da Fadir (Faculdade de Direito).
O documentário é produto do projeto de pesquisa “Maiorias que são minorias, invisíveis que (não) são dizíveis: análise etnográfica de sujeitos à margem dos discursos dominantes”. O objetivo da pesquisa e do documentário é dar espaços de veiculação às vozes das travestis douradenses, cujo território de referência é a rua Joaquim Teixeira Alves. “Em suma, ‘A Joaquim’ traz consigo a ambigüidade do ‘ser homem’ e do ‘ser mulher’ inscrita, sobretudo, nos seus corpos, que tanta ojeriza e estigmatização causam à sociedade”, afirma a produtora.
FUÁ
O projeto premia e incentiva a produção audiovisual universitária. A premiação do FUÁ aconteceu sábado (26), no teatro Aracy Balabanian. Foram premiados ao todo 33 trabalhos em áudio e vídeo produzidos por acadêmicos ou recém formados de todo o Brasil. Este ano o FUÁ distribuiu prêmios de R$ 300, R$ 500 e R$ 1.000 para os três primeiros colocados em cada uma das 11 categorias em disputa.
Em 2011, o FUÁ chegou a 205 inscrições vindas de todo o País, 80 a mais do que no ano anterior, um recorde do festival. “O uso de redes sociais na divulgação e a maior interação entre a Fundação de Cultura e os universitários, com oficinas e palestras, garantiram esse crescimento. É muito bom tamanho retorno, gratifica muito”, explicou Lidiane Lima, técnica de audiovisual da Fundação organizadora do festival.
O FUÁ tem a finalidade de promover e incentivar a criação de vídeos e produtos radiofônicos produzidos por estudantes ou recém graduados, além de garantir espaço para a produção independente, estimulando a formação de novos artistas do audiovisual.