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Rafael Diego - exemplo de vida e muita emoção

20 de dezembro 2011 - 13h39 Por Redação Douranews, com Waldemar Gonçalves - Russo
Rafael Diego - exemplo de vida e muita emoção
Das inúmeras programações artísticas e culturais denominadas de “Natal, Celebração da Luz” montadas pela 1ª dama Cecília Zauith e sua equipe de trabalho juntamente com a equipe do Departamento de Cultura da Funced (Fundação Cultural e de Esportes de Dourados) sob o comando do músico Carlos Fábio para comemorar o aniversário de Dourados e as festas de finais de ano, a de Rafael Diego, com certeza ficará para sempre na memória dos poucos mais de cinco mil pessoas que compareceram nesta segunda-feira à noite na Concha Acústica da hoje revigorada praça Antônio João.

Com 13 anos, o garoto que possui deficiências físicas desde a data de seu nascimento, subiu ao palco às 21 horas e deu seu exemplo de vida e levou muita emoção ao público presente, inclusive, muitos deles, em especial mulheres e adolescentes e um grupo de cadeirantes presentes na praça, foi às lágrimas, no momento em que Rafael Diego cantava suas músicas sacras e também sertanejas que marcaram épocas e atuais.

Um dos momentos marcantes da apresentação do garoto foi quando ele cantou juntamente com Igor Vinicius e com seu irmão Gabriel acompanhado do vocal e de um violonista, uma vez que assim que a apresentação deles acabou o público aplaudiu intensamente.

CD NOVO

Na linda voz de Rafael Diego saíram músicas como “Coração Errante”; “Quando a gente encontra Deus”; “Cidadão”; “Eu te amo tanto”; “A semente do amor”; “Do mundo nada se leva”; “Saudade de minha terra”; “Tente outra vez” de Raul Seixas entre outras.

Entre meio às músicas, Rafael Diego dedicou seu show as pessoas que estão nos hospitais e a todos os douradenses, e mais uma vez foi ovacionado pelo público pela forma simplista como ele se apresenta sentado em sua cadeira de roda.

Por outro lado, a apresentação de Rafael Diego foi um show na qual ele aproveitou para lançar o seu segundo CD intitulado “Cantar o Deus da Vida...” com muitas músicas inéditas que retratam a natureza; que falam do “Amor de Deus”; da vida, e enquanto ele se apresentava, um grupo de voluntários percorria a praça apresentando o novo trabalho do jovem cantor, que já conquistou não só o coração dos douradenses, mas também de boa parte do país, já que se apresentou em diversos programas de televisões em rede nacional.

ADILVO MAZZINI

Rafael Diego iniciou a sua carreira aos 11 anos cantando na escola, na igreja e nos eventos sociais em que era convidado constantemente.

O garoto recebeu orientações e treinamentos de técnica vocal com o maestro Adilvo Mazzini, e com isso ampliou o seu talento e principalmente a sua qualidade como cantor.

Aos 12 anos, o garoto entrou no estúdio para gravar o seu primeiro CD intitulado “Águia Pequena”, com músicas como “Porto Solidão”, do saudoso Jessé; “Meu Mato Grosso do Sul” da dupla “Carlos Fábio e Pacito” com participação do jornalista, músico e compositor Carlos Marinho e “A verdade é bem maior” de padre Zezinho entre outras.

Já conhecido nacionalmente, Rafael Diego hoje pode ser visto em programas de TVs, internet e pode ser também ouvidos em emissoras de rádios tanto AM como FM e não raro vira notícias em jornais impressos e revistas.

O garoto atualmente é um dos cantores religiosos que possui músicas mais executadas nas emissoras católicas de Mato Grosso do Sul.

Suas músicas também são executadas em emissoras do Paraná, bem como na Rádio Aparecida, de São Paulo e Rádio Cultura de Foz do Iguaçu, no Paraná entre outras do país.

AACD

Neste ano, o jovem cantor atingiu o ápice de sua carreira ao ser uma das estrelas do Teleton, que foi transmitido pelo SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), quando se apresentou juntamente com o cantor Daniel, que foi o padrinho de honra do programa.

Com deficiências físicas e sensoriais, seqüelas de uma paralisia cerebral que sofreu quando de seu nascimento, no entanto, nem com a sua baixa visão, nem as suas limitações de ordem neuromotoras são motivos para que ele tenha desânimo, tristeza ou preguiça, tanto que ao ser levado ao palco em sua “companheira” cadeira de rodas, já com o microfone nas mãos disse em alto e bom som, que com ele não há tristeza, mais sim, muita alegria e principalmente muita Fé em Deus e em seguida começou a sua apresentação, que por conseqüência, nas quase duas horas de canto, arrancou muitos aplausos e lágrimas de muitas pessoas que estavam presente na praça.