Desde que assumiu o trono de rei, nos anos 1960, Roberto Carlos nunca perdeu a majestade, mas enfrentou crises, pessoais e profissionais, dignas do mais comum de seus súditos. Turbulências que interferiram em rotinas já transformadas em tradição, como a produção do especial levado ao ar pela TV Globo a cada 25 de dezembro e o lançamento anual de um CD de inéditas. Em 2011, por exemplo, os fãs tiveram que se contentar com a reprise, na noite de Natal, do show gravado pelo cantor em Jerusalém e com um álbum de duetos entre o rei e astros da música sertaneja, Emoções sertanejas.
Se o mais recente disco de músicas inéditas, de 2005, veio minguado, com apenas nove faixas, este ano Roberto apareceu com um produto fonográfico ainda mais reduzido: um EP com apenas quatro faixas. Duas já são conhecidas do público: ‘A mulher que eu amo’ (feita para a trilha da novela Viver a vida) e ‘A volta’ (sucesso antigo regravado no disco de 2005). As outras são as inéditas ‘Esse cara sou eu’ (de Roberto) e o funk ‘Furdúncio’ (de Roberto e Erasmo Carlos). Pouquíssimo, mas, surpreendentemente, foi o bastante para fazer a voz do rei voltar a imperar nas rádios e nos sons de lojas de departamentos no período pré-natalino. Com informações do Correioweb
O hit Esse Cara Sou Eu, parte do CD, lançado no iTunes com apenas quatro músicas, já vendeu 1 milhão de cópias em menos de um mês.