Às vésperas do início dos desfiles, trechos do Sambódromo ainda deixam a desejar no que se refere à segurança. Na tarde de terça-feira (5) e na noite de quarta (6), equipe de jornalistas do jornal O Globo percorreu o local e flagrou caixas com hidrantes onde não há mangueiras, ausência de extintores de incêndio, poucas saídas de emergência para a pista no setor par da avenida e material altamente inflamável, como plástico papel, madeira e até espuma sendo utilizados na decoração dos camarotes.
No setor ímpar, onde camarotes ainda estavam sendo finalizados, há saídas de emergência a cada cem metros ligando as frisas às pistas. Próximo de cada saída, há hidrantes, embora alguns estejam enferrujados. Já no setor par, as saídas para a avenida são em número bem menor. Em algumas delas, foram instaladas frisas, e não há portões de emergência.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a fiscalização vem sendo realizada desde o dia 10 de janeiro diariamente, tanto na avenida quanto nos camarotes. De acordo com o capitão Taranto, assessor de comunicação dos bombeiros, até um dia antes do desfile tudo deve estar adequado às normas de segurança.
Questionado sobre a ausência de mangueiras em hidrantes dos setores par e ímpar do Sambódromo e sobre a falta de extintores de incêndio, Taranto explicou que todos os dispositivos devem estar instalados no dia do primeiro evento, ou seja, amanhã (8) à noite. Segundo o militar, é costume recolher todo o material, como extintores e mangueiras de hidrantes, para evitar vandalismo ou mesmo extravio.