Alguém que estava geralmente sozinho, inclusive para beber, que era simpático com quem o atendia, dava autógrafos e gorjetas generosas. É assim que funcionários de estabelecimentos comerciais frequentados por Chorão em São Paulo descrevem o vocalista do Charlie Brown Jr, encontrado morto na madrugada de quarta-feira (6) no apartamento que mantinha na capital paulista.
Nos dias 23 e 25 de fevereiro, na semana anterior à de sua morte, Chorão foi ao restaurante Sujinho, na região central de São Paulo. Sem companhia, deu gorjeta “acima de R$ 100”, segundo o maître Cícero Alves de Sousa. Há um mês, ao lado do apartamento dele em Pinheiros, Zona Oeste da cidade, deixou R$ 72 com a funcionária do supermercado Mambo, onde costumava comprar salgadinhos, cerveja e bolachas. A postura era parecida nos locais frequentados por Chorão.
Na primeira das duas visitas recentes ao Sujinho, quem o atendeu foi Marcelo Reis. “Ele chegou a conversar com o rapaz que trabalha na copa. Falou sobre um novo projeto de disco ou coisa assim”, lembra o garçom. Ele diz ter servido os pratos que o cliente assíduo – sobretudo nas madrugadas - costumava pedir: “Costela de carneiro mal passada e meio frango na brasa”. Dois dias adiante, por volta das 4 horas da manhã, o músico teria feito exatamente o mesmo pedido, como publica o G1, após percorrer alguns dos pontos de parada do ex-cantor na madrugada paulistana.