Aos 62 anos, com dois Oscars no currículo por "Kramer vs. Kramer" (1980) e "A escolha de Sofia" (1983), Meryl Streep protagonizou um dos papéis mais polêmicos da carreira ao interpretar, em "A Dama de Ferro", a controversa e impopular ex-primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, primeira mulher a ocupar o cargo na Inglaterra, que morreu nesta segunda-feira (8), aos 87 anos, após sofrer um derrame.
“Sempre tive uma visão negativa de Thatcher”, disse a atriz em fevereiro de 2012, durante uma entrevista coletiva no Festival de Berlim. “Ela era amiga de Reagan, afinal! E também era uma mulher brega de cabelo ruim. Vocês sabem, é assim que as mulheres julgam as outras. Mas aprendi muitas coisas boas sobre ela. Era autoritária e ambiciosa, mas seguia uma ideologia. E acho que ela iria espernear pelo que tenho a dizer, mas era uma feminista. Conseguiu quebrar o monopólio masculino no Partido Conservador”, disse a atriz, conforme reportagem do jornal O Globo.
A produção dirigida por Phyllida Lloyd rendeu o terceiro Oscar a Meryl, narrando a biografia de Thatcher entre 1979 e 1990, com traços de problemas neurológicos, olhando para um passado no qual deixou a família de lado em nome de um projeto de poder. Thatcher foi duramente criticada por implantar reformas econômicas no Reino Unido e comandar o país na Guerra das Malvinas.