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'Explosão' do templo de Salomão marca abertura de Bienal

07 de setembro 2014 - 12h49 Por Redação Douranews
'Explosão' do templo de Salomão marca abertura de Bienal

Um grupos de jovens chamou a atenção de quem passou pelo terceiro andar do pavilhão do Ibirapuera, na abertura da 31ª Bienal de São Paulo, na manhã deste sábado (6), na capital paulista. Com câmeras de celular em punhos, eles registravam em vídeo cada detalhe da primeira exibição de "Inferno", dirigido pela artista israelense Yael Bartana. Era o elenco do filme, que rapidamente ganhou a companhia de cerca de 40 pessoas em cada uma de suas sessões de 17 minutos. A instalação era a mais concorrida no início da exposição.

Com ares de drama época, o filme encena a demolição do novo templo evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus na zona leste de São Paulo – uma referência à destruição bíblica do templo de Salomão, no qual o edifício foi inspirado.

Com inspiração no judaísmo, a obra é mais um ingrediente na polêmica envolvendo Israel e a Bienal. Na semana passada, 55 artistas, incluindo Yael Bartana, divulgaram uma carta aberta à Fundação Bienal de São Paulo pedindo que a instituição recusasse o financiamento de instituições israelenses, em protesto às ações militares na Faixa de Gaza.

"Tem gente achando que estamos ali criticando o templo, mas o filme é apenas uma representação da história", diz o produtor Eduardo Scandaroli. "Gastamos cerca de cinco dias para filmar, com uma narrativa diferente, marcada pela música e sem diálogos. Nossa expectativa era muito grande", disse ele ao portal UOL.