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Com mais de 400 filmes, começa mostra do Anima Mundi no Rio

11 de julho 2015 - 13h00 Por Do G1/Douranews
Com mais de 400 filmes, começa mostra do Anima Mundi no Rio

O Anima Mundi começou na última sexta-feira (10) no Rio de Janeiro, prometendo atrair, segundo estimativa dos organizadores, cerca de 100 mil pessoas nos seis dias de duração do segundo maior festival de filmes de animação do mundo. O primeiro é o Annecy, na França.

Na sua 23ª edição, o Anima Mundi vai exibir mais de 450 produções, entre curtas e longas, além de exposições e palestras. Este ano o evento ocorre na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Antes, era no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro. Com a mudança de local, a oferta de lugares e os espaços das oficinas e exposições aumentaram.

Para o diretor do festival, Cesar Coelho, o novo espaço representa a concretização de um sonho para os organizadores por permitir concentrar mais atividades. “Desde o início, queríamos reunir em um lugar só um planeta animação, um lugar onde podemos ter desde os melhores filmes produzidos atualmente aos filmes feitos por crianças na escola, conversas profissionais, reuniões de negócios, as oficinas e as exposições”.

A professora Regina Paula Gomide, 50 anos, que já participou de edições anteriores, aprovou a mudança. “O espaço é maravilhoso, arejado, tem lugar para estacionar. E daqui a um tempo será um absoluto sucesso, pois haverá metrô, o BRT [Bus Rapid Transit] vai estar concluído, terá muita acessibilidade”.

Os estudantes de escolas públicas eram maioria esta tarde. Eles participaram de várias atividades, por exemplo, da oficina para animação com bonecos de massinha e das sessões de cinema. Emanuel Miranda, 9 anos, saiu do bairro de Santa Cruz, na zona oeste, com os colegas da Escola Marinheiro João Cândido. Ele gostou mais da sessão de curtas infantis. “[O filme] fala sobre o filho que se perde da mãe e do paí. Foi meio triste, mas muito emocionante. Adoro cinema. E aqui é muito divertido”, disse Emanuel, que lamentou não ir muito ao cinema.

Cesar Coelho informou que este ano o Anima Mundi teve 1,6 mil filmes inscritos. “Cada vez a seleção está ficando mais rigorosa, pois a competição está aumentando também”. O diretor do festival ressaltou, ao falar especificamente das produções brasileiras, que ela está maior e com mais qualidade. “Estamos mais maduros, não apenas na técnica, como também na narrativa”.

Coelho comemorou também o fato de o Anima Mundi ter provocado o crescimento do mercado de animação no Brasil. “Hoje temos um setor muito dinâmico e forte. Inclusive, nos últimos três anos, nós, brasileiros, levamos o primeiro lugar na competição do Festival de Annecy”.

Este ano, o festival comemora os dez anos do Anima Fórum, espaço de discussão sobre o mercado de animação que reúne produtores, animadores, executivos e representantes governamentais. Também são feitas palestras e workshops, onde são firmadas parcerias nacionais e internacionais. “Este ano falaremos de coprodução com a França, como transformar uma ideia em produto rentável, das especificidades da animação, do desenvolvimento de personagem, entre ouros temas”, disse o diretor.

O estudante de design, Bruno Monteiro Avelino, de 17 anos, participa pela primeira vez do Anima Mundi e se interessou pela animação. “Vou participar do workshop e da mesa redonda sobre animação independente, que é com o que quero trabalhar”, disse. “Quero trabalhar com animação. Então, para mim, isso é um mundo fantástico”.