O diretor Sérgio Rezende e o ator Emilio Dantas, que interpreta Hermano, ‘filho’ do chefe do tráfico Gomez (Chico Diaz) no filme ‘Em nome da lei’, que tem pré-estreia nesta terça-feira (19), em Dourados, fez uma referência especial ao Município para o sucesso do trabalho realizado há um ano e que a partir desta quinta-feira (21) estará nas principais salas de cinema do País.
“O filme só saiu porque foi feito aqui, em qualquer outro lugar do Brasil teria sido inviável”, disse o diretor, ao receber a imprensa na residência da jornalista e escritora Blanche Torres, na tarde desta terça, para falar sobre a pré-estreia. “Uma cidade cenográfica perfeita”, definiu ele ao Douranews. “Tudo o que a gente precisou, Dourados tinha”, reiterou Rezende.

Emilio Dantas, com Blanche e Sérgio Rezende, e demais integrantes da produção
De acordo com o diretor do filme, que retrata a trajetória do juiz federal Odilon de Oliveira, conhecido nacionalmente pelo enfrentamento ao narcotráfico na fronteira do Brasil com o Paraguai, a população foi bastante acolhedora. “Quando chegamos para rodar o filme, já de cara, tivemos 17 carretas à disposição, oferecidas pela comunidade e as pessoas participaram de quase todas as cenas de gravação; era uma festa com os atores, mas quando começava a gravar, silêncio total, muito respeito”, elogiou.
Sérgio Rezende disse que a história do juiz Odilon foi a inspiração maior, mas conversou também com o coronel Adib Massad, criador do GOF (Grupo de Operações de Fronteira), hoje DOF, em Dourados, e com muita gente da fronteira, algumas pessoas que inclusive foram vítimas do tráfico. A produção custou R$ 7,5 milhões, informou, comparando esse valor “muito abaixo do cachê de um único ator norte-americano”.
Mudar o humor
O diretor de ‘Em nome da lei’ afirmou, ainda, que o filme não se propõe a resolver problemas sociais, como os conflitos econômico-políticos envolvidos na ascensão do contrabando e do descaminho. “Mas podemos ajudar o brasileiro a mudar o humor, pelo menos, a se encantar, se emocionar, com uma produção de cinema, e ao mesmo tempo falando de coisa séria”.
Por fim, concluiu Rezende, as pessoas que assistirem à produção rodada em Dourados terão a oportunidade de refletir sobre a esperança de que ‘lá no fundo’ existe uma perspectiva de se acreditar na Justiça. “Assim como temos o Odilon, tivemos o Joaquim Barbosa, hoje temos aí o juiz Sérgio Moro, é possível, sim, acreditar”, finalizou.