Professor Robson Moraes trabalha com direitos e deveres de crianças e adolescentes — Foto: Divulgação/Assessoria
Um momento marcante na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Moscou, em 1980, revela o retrato do anseio de uma criança de sete anos, quando uma coreografia simulou a queda de uma lágrima do olho do “ursinho Misha”- o conhecido mascote do evento, fazendo-o chorar.
Robson Moraes dos Santos, hoje aos 43 anos, nascido em Dourados, Cidade-Celebração dos Jogos Olímpicos Rio 2016, afirma que vibrou ainda mais quando o atleta Serguei Belov acendeu a pira olímpica. Nesse momento, segundo ele, desejou realizar o mesmo ato simbólico. “E parece que o bondoso Deus me concedeu isso. Sou um dos condutores da Tocha. O meu sonho de criança realizar-se-á. Estou emocionado”, revela.
Casado, pai do menino João Augusto, de 12 anos, ao qual se orgulha em dizer que participa de corridas lado a lado, na infância Robson foi influenciado pelos tios a jogar futebol, segundo ele no “time dos profetas” (Moisés, Elizeu, Daniel e Isaias). Com seis anos, no entanto, começou o Judô, na Academia Gwen Bukan, onde ele acredita ter iniciado também a lapidação do caráter como um esportista.
Após 14 anos, ele ainda teve pique para treinar voleibol, participando de vários campeonatos até terminar a faculdade de direito. Atualmente, ministra as disciplinas de Direito Civil, Agrário, da Criança e do Adolescente, na Unigran e também é assessor jurídico, lotado na Vara da Infância e da Juventude de Dourados.
Para o professor, ter tido o contato com crianças em situação de risco e com os adolescentes infratores fez com que algo dentro dele despertasse. Robson acredita que era preciso “falar”, “compartilhar” e “realizar mudanças” em uma sociedade que tem muita dificuldade em enxergar pessoas vulneráveis. Após dividir a aflição com a mãe, desenvolveu o Projeto de Extensão “ECA nas Escolas”, onde discute não só os direitos, mas, principalmente, os “deveres comportamentais”, atualmente abordando o tripé: “A Família, a Escola e o Educando”.
Robson analisa que as Olimpíadas deixarão um legado positivo para o país, não só pelo esporte, mas, sobretudo, pelo turismo. No que diz respeito à escolha de Dourados para receber a tocha, ele entende que há uma demonstração que investimentos estão sendo realizados pelo governo local, como pavimentação das ruas, sinalização e urbanização.