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Os cuidados que deve tomar quem for financiar a casa própria

27 de agosto 2011 - 13h37 Por Redação Douranews, com Band
Os cuidados que deve tomar quem for financiar a casa própria

O número de financiamentos imobiliários cresce cada vez mais, ano a ano. Uma prova disso é o índice de pessoas mais novas que vai em busca da casa própria: 42% têm menos de 35 anos, segundo a Caixa Econômica Federal. Para saber qual a melhor maneira de você fazer um bom negócio quando o assunto é comprar o tão esperado imóvel, quem dá as dicas é o presidente da AMSPA (Associação de Mutuários de São Paulo e Adjacências), Marco Aurélio Luz.

“Antes de qualquer coisa, o comprador precisa pensar em suas necessidades. Se quer um negócio para curto ou longo prazo”, analisa o especialista.

De acordo com Luz, caso o comprador não tenha pressa em fazer um negócio, o mais interessante é um consórcio. “Ele vai pagar menos pelo imóvel e vai fugir dos juros”, explica. Já para os mais apressadinhos, ele lembra que o financiamento é uma boa escolha e, hoje, o mais realizado pela população.

O que vai gastar

É importante que o comprador separe, além do valor da prestação (no máximo 30% da renda mensal), um bom dinheiro para arcar com outras despesas, a saber: escritura - equivale a 3% do valor do imóvel. Portanto, uma casa de R$ 200 mil terá um gasto de R$ 6 mil apenas para a escritura e a entrada - o sinal ajuda a amortecer os custos das prestações. Para isso, é interessante que o comprador separe mais 30% do valor do imóvel para dar de entrada.

O especialista alerta que é aconselhável que as pessoas tentem financiar em um negócio direto com a construtora. “Nos casos de compras ainda na planta vale a pena. E caso haja inadimplência também é mais fácil negociar”, diz Luz. Segundo ele, porém, isso é válido para quem pretende quitar em no máximo cinco anos.

Caso não seja possível, o presidente da AMSPA alerta para os cuidados na hora de financiar com o banco. “Os juros são menores, mas a longo prazo – com correção e taxa de administração – essa conta pode ficar alta”, explica. Para não cair em um mau negócio, o especialista indica ao comprador fazer uma boa pesquisa e pedir ajuda a um contador.

Segundo ainda o especialista, o fundo de garantia, muitas vezes usado para dar de entrada, deveria ser utilizado para quitar o imóvel. Segundo Luz, essa atitude garante que o seguro siga por mais tempo guardado e garanta o não pagamento de juros e taxas no final do financiamento da casa própria. Já os custos com móveis e decoração muitas vezes são esquecidos e nem entram no orçamento da população. “No entanto, eles devem fazer parte sim. E equivalem a cerca de 30% do valor do imóvel”.

Para não errar

Marco Aurélio Luz ainda dá outras dicas importantes para o comprador na hora de adquirir a casa:

- Analise, além das condições de pagamento, o local onde você vai morar, como a região, o transporte, a escola para as crianças, enfim, a estrutura do bairro;

- Faça um levantamento de informações sobre a construtora, se a obra está legalizada;

- Para quem for comprar na planta, veja se há uma comissão para fiscalizar a obra, que mande relatórios e que faça valer seus direitos.

O especialista alerta, por fim, que o maior fiscal é o próprio consumidor e que é preciso tomar cuidado para “não ter todo um sonho perdido”.

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