Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
14°C
Finanças Pessoais

Diferença entre benefício mínimo e salário prejudica aposentados

24 de janeiro 2012 - 18h09 Por Redação Douranews
Diferença entre benefício mínimo e salário prejudica aposentados

O reajuste do salário mínimo, de 2000 a 2012, representou um ganho 88% superior ao dos benefícios acima de um salário, conforme pesquisa elaborada pelo economista Rodrigo Augusto de Lima, do Ibep (Instituto Brasileiro de Estudos Previdenciários). Tomando por base um salário de benefício no valor de R$ 1 mil, em 2000, Lima calculou que, hoje, 12 anos depois, esse salário seria R$ 2.429.

“Houve um aumento salarial acumulado nos últimos 12 anos, sem considerar ganho ou perda em relação à inflação, de 142,99%”. Em contrapartida, quem ganhava um mínimo (R$ 136) em 2000 passou hoje a receber R$ 622, o que significa aumento de 357%. A diferença entre o ganho do piso salarial e dos benefícios maiores que um mínimo equivale a 88%, expôs o economista hoje (24), quando se comemora o Dia do Aposentado.

O que ocorre, entretanto, destacou Lima, é que um benefício de R$ 1 mil representava 7,35 salários mínimos no ano 2000 e, agora, R$ 2.429 correspondem a apenas 3,91 salários. O economista do Ibep disse que a justificativa dada pelo governo é que se tem valorizado o aumento do salário mínimo. “No número [no entanto] de salários mínimos, nós estamos perdendo”, disse ele à Agência Brasil.

O economista concorda com a avaliação da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Estado do Rio de Janeiro (Asaprev/RJ) de que, em um futuro próximo, todos os aposentados no Brasil receberão um mínimo. “Eu vejo esse cenário. Não sei precisar o tempo, mas todos estarão recebendo um salário mínimo, porque, se com esse reajuste de 6,08%, 1 milhão de aposentados já encostaram no salário mínimo, no próximo reajuste, quantos mais vão chegar a um salário? Essa conta vai se reduzindo a cada ano”.

Na avaliação de Lima, o reajuste para quem recebe acima do salário mínimo “é um veneno que está sendo aplicado em pequenas doses”. Ele acredita que se a perda aplicada for de 5% a 6% por ano, no período de dez anos, todos os aposentados do país que recebiam mais de um mínimo vão estar ganhando o piso.

Leia Também