O corte de ponto foi decidido no início deste mês com o prolongamento das greves, que se alastraram por mais de 30 categorias. O governo estima que 70 mil servidores cruzaram os braços; os sindicatos falam em 350 mil parados.
O Ministério do Planejamento listou todos os ministérios e órgãos cujos servidores terão o salário cortado. O órgão com mais descontos, numérica e proporcionalmente, é o Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), vinculado ao Ministério do Planejamento. Durante o mês de julho, 3.379 funcionários (52,4% da força de trabalho da fundação) ficaram parados.
No caso das universidades, onde docentes e técnicos administrativos estão em greve há mais de três meses, a administração de cada unidade terá autonomia para decidir se desconta ou não os salários.
Em comunicado, o Ministério do Planejamento observou ainda que os servidores de universidades e institutos federais ficaram de fora do cálculo porque “estão em processo de volta ao trabalho e negociação para reposição dos dias parados”, informou a Agência Brasil.