Atendendo a um pedido das categorias, a Assembleia Legislativa retirou de pauta, na sessão desta terça-feira (21, as tabelas de reajuste da Polícia Civil e dos cabos e soldados da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares.
Policiais lotaram o plenário Júlio Maia para pedir que os projetos não fossem votados. Eles discordam dos índices propostos pelo governo e querem mais tempo para negociar, com o apoio dos deputados estaduais.
Para o presidente do Sinpol/MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Alexandre Barbosa, as negociações não progrediram. Os policiais pedem 25% de reajuste. O governo propôs 7%.
A categoria está em greve. “A sociedade está sendo prejudicada e não por nossa causa”, disse Barbosa. “Estamos negociando há dois meses”. Segundo a categoria, a Polícia Civil é a 6ª do país em resolução de crimes, mas está na 25ª posição no ranking salarial.
Presidente da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), Edmar Soares acredita que as negociações com o governo ainda podem avançar, com a ajuda da Assembleia Legislativa. “Acredito que pode evoluir porque há comprometimento da Casa”, afirmou.
Também para os cabos e soldados da Polícia Militar, o governo havia proposto 7% de reajuste para este ano.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), disse que a Casa de Leis permanece de portas abertas para receber todas as categorias e tentar intermediar as negociações.