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Panificação é a nova atividade dos internos da Phac

16 de setembro 2013 - 15h00 Por Redação Douranews
Panificação é a nova atividade dos internos da Phac

A panificação como forma de ocupação produtiva, levando trabalho remunerado e qualificação profissional a reeducandos é a nova proposta da Phac (Penitenciária Harry Amorim Costa), em Dourados, onde foi ativada, recentemente, uma padaria. No local, chegam a ser produzidos dois mil pães por dia, com meta de quase duplicar essa quantidade em menos de um mês.

Grande parte da estrutura foi montada por meio do projeto “Padaria Escola”, desenvolvido pela Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) junto ao Departamento Penitenciário Nacional, com o objetivo de garantir aprendizagem profissional aos internos. “Já tivemos cerca de 120 custodiados capacitados aqui na Phac na área de panificação e confeitaria”, informa a administradora do estabelecimento prisional, Janete Borges, explicando que mesmo antes da ativação efetiva do setor ele já vinha sendo utilizado para a realização de cursos.

Na padaria da penitenciária trabalham atualmente oito reeducandos, sendo quatro remunerados pelo serviço e o restante na condição de aprendizes. Todos eles têm o direito à remição da pena, conforme estabelece a LEP (Lei de Execução Penal). “Liberando vagas, esses que estão como aprendizes passam a ser remunerados”, explica a administradora.

Márcio Patrick Suzumura Bono, de 33 anos, é um dos detentos que trabalham como padeiro. Natural de Londrina/PR, ele está no presídio há cerca de dois anos por tráfico de entorpecentes e garante ser uma oportunidade muito positiva poder trabalhar. “Além de ajudar minha família com a remuneração, acredito que esse trabalho me prepara para quando sair da prisão”, ressalta, afirmando que pretende montar uma padaria quando conquistar a liberdade. “Também ocupa a mente, evitando pensar em bobagens”, complementa.

Para o diretor da penitenciária, Joel Rodrigues, o trabalho na padaria é mais uma frente que se abre para cumprir as metas de reinserção social propostas pela Agepen. “Além disso, contribui para melhorar a qualidade dos pães servidos no café da manhã no presídio, proporcionando mais dignidade ao cumprimento da pena”, destaca o dirigente da Phac.

Além da unidade prisional, os pães produzidos no local abastecem os presídios de regime semiaberto de Dourados e da Uneis (Unidades educacionais de internação). A penitenciária atende também a pedidos de encomendas, informa o diretor.

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