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Trabalhadores do comércio nem discutem mais o 20 de dezembro

30 de outubro 2013 - 11h59 Por Redação Douranews
Trabalhadores do comércio nem discutem mais o 20 de dezembro

No dia do comerciário, data celebrada nesta quarta-feira (30), os trabalhadores do setor esperam fechar ainda hoje a Convenção Coletiva 2013/14 com os empresários da área e a preocupação é de conseguir preservar alguns feriados como dia de descanso para a categoria, ainda que o feriado municipal do dia 20 de dezembro [aniversário de Dourados] já seja considerado dia normal de trabalho na cidade.

“Considerando o período, já que o feriado do dia 20 acontece há poucos dias do Natal, uma época bastante propícia para as vendas no comércio, esse dia nem se discute mais como ponto de fechamento dos estabelecimentos”, admitiu o presidente do Secod (Sindicato dos Empregados no Comércio de Dourados), Pedro Lima. Na nova rodada de negociação que está marcada para às 14 horas, na Delegacia regional do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o ponto em questão, a ser resolvido, gira em torno de meio por cento na remuneração dos trabalhadores que recebem mais que o piso.

Atualmente, um trabalhador do comércio ganha o piso da ordem de R$ 773 e sobre esse valor a categoria está reivindicando reajuste de 8,82% para a nova Convenção. O ponto ainda a ser esclarecido é que os empresários estão oferecendo 7,5% de reposição para quem ganha acima do piso e os trabalhadores querem manter o percentual da Convenção aprovada no ano passado, que prevê reajuste de 8%.

Conscientização

Apesar de ser considerada a maior categoria de trabalhadores do Município, com um contingente estimado em 7.000 empregados, o presidente do Sindicato disse que há pouco a ser comemorado. “A cada ano temos que renovar o embate para manter algumas conquistas, mas infelizmente estão sobrando só alguns feriados, porque não temos apoio político e a ganância do setor patronal é cada vez maior”, reclama Pedro Lima.

Segundo ele, o maior retrocesso foi a aprovação da Lei 11.603 que permitiu a abertura do comércio nos domingos e feriados. “Sem contar que o trabalhador sofre uma descarga emocional muito grande, porque é ele quem atende na ponta, e na maioria das vezes em pé, sendo submetido a vários problemas (de circulação, estresse, entre outros)”, aponta o presidente.

A principal comemoração do Sindicato, ainda assim, de acordo com o sindicalista, é que já existe maior conscientização na categoria. Segundo Pedro Lima, menos de 15% atua na informalidade. “A grande maioria hoje exige os direitos, do registro em carteira e das conquistas sociais, e contamos sempre com o Ministério do Trabalho para, apesar do reduzido contingente de fiscalização, acompanhar essa situação”, afirma.

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