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Os conselhos que Eike deveria ouvir para sair da crise

03 de novembro 2013 - 11h12 Por Redação Douranews
Os conselhos que Eike deveria ouvir para sair da crise

Para um, ele é o exemplo. Para outro, “a maior mentira do ano”. Há quem ache que ele tem “feeling” e sabe muito bem o que está fazendo. As opiniões sobre o empresário Eike Batista são as mais diversas nas ruas do Rio de Janeiro, onde está localizada a sede do seu império “X” que ameaça ruir. Depois de a petroleira OGX entrar com um pedido de recuperação judicial, na quarta-feira (30), agora é a vez de sua irmã OSX, empresa de construção naval de Eike Batista, fazer o anúncio. Em 30 de junho, quando foram divulgados os últimos dados, a OSX tinha um total de R$ 5,3 bilhões em dívidas.

O recurso utilizado pelo empresário, a recuperação judicial, é solicitado para evitar a falência e pedido quando a empresa não consegue pagar suas dívidas. A companhia tem, então, que apresentar à Justiça e aos credores um plano de como sairá da crise. Entre os credores da OSX estão o BNDES (R$ 548 milhões) e a Caixa Econômica Federal, com R$ 1,1 bilhão. Desse montante, R$ 400 milhões venceram no mês passado e a empresa renegocia o débito com o banco.

Conselhos da rua

Em reportagem produzida pelo jornal O Globo, populares falam sobre o que acham que Eike deveria fazer para sair da crise:

“Ele foi com muita sede ao pote. E, para tudo, tem que ter planejamento. O Eike teve muita grana, e pouca bagagem. Achou que podia ser o que não era. Tanto que cresceu, mas caiu rápido. Ele foi a maior mentira do ano. Falou muito e achou que seria fácil. Mas, na vida, tudo é difícil. Quando a gente dá valor ao que ganha, planeja mais”. David Portes, baleiro com cinco mil clientes e palestrante

“Eike é meu exemplo. Há muito tempo que o acompanho. Acho que ele ainda pode dar uma guinada. É normal a pessoa se abater. Afinal, tem uma fortuna imensa e, de repente, o padrão cai. Mas ele tem que pegar esse baque e usá-lo como desafio, não como obstáculo. Tem que seguir em frente como o Sílvio Santos na época do banco PanAmericano”. Nelsinho da pipoka, pipoqueiro há 20 no centro do Rio

“O Eike precisa ter controle do que tem. Eu tenho 46 anos e nunca peguei um centavo emprestado. Há alguns meses, comprei todos os móveis da minha casa, à vista, por R$ 4 mil. Ele era um dos homens mais ricos do mundo, mas quis colocar a mão onde não podia alcançar. A pessoa tem que saber lidar com o que possui”. Sérgio Ferreira, jornaleiro

“Se eu fosse o Eike, não decretaria logo a falência (da OGX). Eu daria um jeito. Para tudo há um jeito nessa vida. Eu acredito que dá para ele negociar (com os credores). E ele deve pedir ajuda a Deus também. Não pode ficar abatido, na decadência. Se ele ficar assim, pode até ter depressão. Eu acredito que ele vai sair dessa”. Teotônia Barreto, aposentada

“No caso dele, eu tentaria negociar com os credores o máximo possível, para evitar a falência. Mas, apesar de a empresa ter chegado a essa situação, eu acredito que ele tem ‘feeling’ para os negócios, sabe muito bem o que está fazendo. E, por mais que perca dinheiro, ele nunca vai ficar pobre”. Guilherme Pedrosa, universitário

 

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