O diretor-adjunto do departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça, Roberto Biazoli, afirmou hoje (22) que desde 2003 R$ 35 milhões de ativos (dinheiro, propriedades e ações), que resultaram de crimes, encontrados no exterior, foram repatriados e que ainda há R$ 700 milhões bloqueados em outros países.
Ele ressaltou que a falta de efetividade na Justiça criminal brasileira, provocada por problemas como o excesso de recursos, dificulta o retorno desses bens ao País. “Os países perguntam para nós: Brasil, vocês não querem esse dinheiro? Mas a gente precisa esperar o trânsito em julgado [da Justiça]”, avaliou Biazoli. Ele defendeu mudanças na legislação.
Biazoli participou de audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Dputados, que discute as dificuldades legislativas do governo brasileiro na recuperação desses ativos, em Brasília.