Os trabalhadores terceirizados da Oi em Mato Grosso do Sul, pertencentes à empresa Telemon, continuam com as atividades paralisadas em todo o Estado. A greve é coordenada pelo Sinttel/MS (Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de MS), que mantém o percentual de 30% do pessoal em atividade, em respeito à lei pela natureza do serviço, considerado essencial.
A principal reivindicação da categoria em greve é o estabelecimento de um piso salarial, sendo de R$ 1.100 para os chamados ligadores de linhas telefônicas [que hoje ganham R$ 780] e R$ 1.400 para instaladores e pessoal de manutenção de linhas e dados, que atualmente recebem pouco mais de mil reais por mês. A empresa oferece 6% de reajuste, em média, o que representa somente a reposição da inflação que em abril foi de 5.80% (de acordo com o INPC), segundo a assessoria da entidade.
Em função da enorme distância entre as propostas apresentadas pelos trabalhadores e o que é oferecido à categoria, a decretação do movimento paredista foi inevitável, conforme declarou Jefferson Borges Silveira, da direção do Sinttel. “Nós procuramos o diálogo todo o tempo, mas a empresa foi irredutível no quesito de valorização salarial de seus funcionários, que são mão-de-obra especializada”, afirma o dirigente.
De acordo com Rafael Gonzales, presidente do sindicato, a Telemon tem em seus quadros mais de 1200 trabalhadores em todo o Estado. Ele informa que a entidade coordena a greve, além da capital, nos municípios de Dourados, Três Lagoas e Corumbá. Em Campo Grande, a concentração dos trabalhadores ocorre em frente ao prédio da Oi, na rua Ruy Barbosa, entre a Maracaju e Marechal Rondon.
A paralisação dos trabalhadores das telecomunicações conquistou ainda o apoio de outras categorias, estando presentes nas manifestações dirigentes dos sindicatos dos Transportes, Vigilantes e da alimentação, entre outros. A UGT (União Geral dos Trabalhadores) também ajuda na coordenação da greve no Estado, segundo o Sindicato.