Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (25), na sede do Sindicato dos Bancários em Dourados, a categoria rejeitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e aprovou greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira (30). Depois de apreciar as propostas da Fenaban, Caixa e do Banco do Brasil, consideradas insuficientes pela entidade, os trabalhadores decidiram marcar nova assembleia para segunda-feira (29), às 18 horas, afim de conhecer as últimas decisões dos banqueiros antes de paralisar as atividades..
A proposta dos bancos de reajuste de 7% sobre todas as verbas e 7,5% sobre o piso foi rejeitada pela maioria absoluta dos bancários presentes [recebeu apenas três votos] e as reivindicações sobre emprego, saúde, condições de trabalho, fim das metas abusivas, assédio moral, segurança bancária e igualdade de oportunidades foram ignoradas pelos bancos.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Janes Estigarribia, “os bancos podem resolver a campanha salarial na mesa de negociação. O que falta é boa vontade. As empresas têm lucros extraordinários, em 2013 foram quase R$ 60 bilhões e, só no primeiro semestre de 2014, Bradesco, Itaú e Santander, lucraram juntos R$ 19,7 bilhões. No entanto, ambos fecharam 3.686 postos de trabalho no mesmo período, andando na contramão da economia brasileira que nos primeiros seis meses do ano gerou 588,6 mil novos empregos com carteira assinada”.
Os bancários reivindicam 12,5% de reajuste, piso de R$ 2.979,25 e aumento maior para os vales refeição, alimentação e auxílio-creche/babá. E sem solução para essas outras questões fundamentais, como o fim das dispensas imotivadas, da cobrança absurda por metas, ampliação dos itens do projeto piloto de segurança para todo o Brasil, e igualdade de oportunidades na ascensão profissional, os bancários decidiram parar.