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Projeto estabelece piso salarial de R$ 10,9 mil aos médicos

22 de janeiro 2015 - 17h10 Por Redação Douranews
Projeto estabelece piso salarial de R$ 10,9 mil aos médicos

O piso salarial e a jornada de trabalho dos médicos e cirurgiões-dentistas poderão ser definidos por meio do PLS (Projeto de Lei do Senado) 316/2014, que tramita na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). Segundo o projeto, de autoria do então senador Paulo Davim (PV-RN), a duração normal da jornada será de quatro horas diárias ou vinte semanais, salvo outra solução definida em acordo ou convenção coletiva. Para essa jornada, os profissionais terão direito a piso salarial correspondente a R$ 10.991,19 mensais.

O autor explica que um dos objetivos da proposta é o de harmonizar antiga lei que trata do piso com a regra constitucional vigente que proíbe a vinculação do salário mínimo para qualquer fim. O segundo propósito é o de superar de vez controvérsias acerca da duração da jornada das duas categorias.

Lei 3.999/1961, que o projeto pretende alterar, estipula um salário-mínimo, para os médicos e dentistas, em quantia igual a três vezes o salário-mínimo comum regional. Além disso, estipula jornada de trabalho normal mínima de duas horas e máxima de quatro horas diárias, salvo acordo escrito fixando outra regra.

Porém, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) pacificou o entendimento de que o texto não estipula jornada reduzida para as duas categorias: o sentido do texto seria apenas o de estabelecer o piso salarial correspondente às referidas quatro horas diárias de trabalho. Na prática, portanto, não há hoje lei nacional definindo uma jornada uniforme para médicos e dentistas.

Proporcionalidade

Para Davim, assegurar os ajustes na Lei 3.999 significará, em relação às duas categorias, a efetivação de dispositivo constitucional que define como direito do trabalhador piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho.

Embora já houvesse designação de relator para a matéria na CAE, onde o texto chegou ao fim de novembro passado, com o início da nova legislatura, no dia 1º de fevereiro, terá de haver nova redistribuição. Depois de receber parecer, a proposta seguirá para a CAS (Comissão de Assuntos Sociais), para decisão terminativa, segundo informa a agência Senado.

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