Para solicitar a criação de um quadro complementar para servidores aposentados e reformados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, uma comissão representativa esteve na tarde desta terça-feira (14) em agenda com o secretário Carlos Alberto de Assis, da SAD (Secretaria estadual de Administração), em Campo Grande.
A iniciativa é resultado de um desdobramento da “PEC (Proposta de emenda à Constituição) da ‘bengala’”, que aumenta de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria compulsória para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), do TCU (Tribunal de Contas da União) e dos demais tribunais superiores, aprovada em primeiro turno na Câmara Federal.
Na mesma linha, os oficiais solicitam ao Governo do Estado a criação de um quadro complementar para que os servidores possam continuar trabalhando em departamentos administrativos, após a aposentadoria. Hoje, o servidor que completa 30 anos de carreira no masculino e 25 anos de tempo de serviço no feminino é automaticamente enviado para reserva.
“Queremos trabalhar. Estamos aqui para solicitar ao Governo do Estado a abertura de um canal para que o servidor possa continuar na ativa até os 70 anos”, pontuou Rocha Miyazato Valle, um dos articuladores da medida.
Segundo Rocha, a alternativa é totalmente viável para o Governo já que os servidores têm formação específica e experiência na função. “Funcionaria também como medida de economia já que a proposta prevê a remuneração de 50% do valor bruto do vencimento que é pago hoje aos oficiais”, completou.
Assis pontuou que o Governo está aberto ao diálogo e que a alternativa apontada pelos servidores será colocada em análise. Antes, será necessário traçar um diagnóstico do efetivo da Segurança Pública para avaliar os quadros deficitários e organizar, de forma elaborada em conjunto com a Sejusp (Secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública) um planejamento do quadro de servidores.